quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Lembranças e Desejos (2) - Rape Play

    Rape Play (Jogo de Estupro) é um  estupro consensual, uma simulação de um estupro, um jogo em que todas as partes estão conscientes e acordada. Há diversas formas de tornar o estupro consensual mais real, como montagem de cena, uso de cordas ou algemas, panos para mordaças, "sequestro", uso de força, etc . Mas pelo amor de todos, não envolvam qualquer tipo de narcótico ou algo que possa afetar a sobriedade dos envolvidos.
    Tenho certeza que esse desejo aflorou na mesma época em que comecei a despertar sexualmente. Me lembro de um de filme de época, em que a mulher se nega ao homem, começa uma espécie de luta, ele agarra os cabelos dela e a penetra em cima de uma mesa. Ela pede para parar mas começa a gemer e gozar com ele, os dois se beijam.
    Eu já me imaginei em várias situações de rape play. E sim, esse é um fetiche meu assumido.
Eu gosto da sensação de me sentir violada e sentir certo nível de dor, mas por uma pessoa que eu confio, que conhece meu corpo, em especial o Dono que sabe que meu corpo pertence dele e eu me entreguei a ele de boa vontade. Não faria isso com uma pessoa qualquer e não aconselho que essa prática seja feita por pessoas com algum tipo de trauma. Essa com certeza é uma prática sadomasoquista e que pode ter alto nível de dor, se assim for desejado. 
    Minha mente processa que aquele ato em si não é feito para me trazer danos ou para me traumatizar. E eu gozo e tenho orgasmos.
É um desejo violento. Ser desejada a ponto de ser tomada a força, ser fonte roubada para prazer alheio, ser um objeto que pode ser usado para dar prazer independente do que eu queira, são algumas coisas que passam na minha cabeça e mexe muito comigo. Acaba por ser um jogo de poder deliciosamente kinky(pervertido) onde os papéis (Top/Bottom) se mostram com bastante intensidade, pelo menos ao meu ponto de vista. Para certas coisas não há muitas explicações, devem ser sentidas.
Abaixo vou descrever duas situações que aconteceram comigo e que considero um rape play.


Primeira Situação:
FdD me liga. Diz que precisa me ver, pede para me encontrar, vai me pegar de carro. Percebo as intenções e aviso que não estou no clima e não quero ter sexo. Ele me afirma que só está com saudades. Após 30 minutos esperando, começo a ir para casa. Não percebo que ele estava observando. Já perto de casa, ele me aborda e eu já muito aborrecida, ainda tento resistir mas por fim, entro. Final de uma tarde de domingo tranquilo. Paramos em uma rua vazia. Papo vai, papo vem, ele começa a me tocar intimamente. Eu começo a me irritar já pedindo para ele parar. Ele fala continuamente que não está fazendo nada. Cínico. Vai para o banco de trás, ele me puxa junto a ele e continua o mantra. Continuo negando, pedindo para parar e para me soltar por favor. Ele agarra meus pulsos e tira minha calça, cospe em minha buceta e me penetra. Sinto suas estocadas, lágrimas escorrem dos meus olhos. Gozo assim que sinto sua porra me inundar. "Agora, minha piranhazinha vai gozadinha para casa. Viu? Não fiz nada!"

Segunda Situação:
Na minha sessão de encoleiramento, Dono manda eu apoiar minhas mãos na cama e continuar de olhos fechados como estava desde o início. Ele abaixa minha calcinha, sinto suas mãos e seus olhos me avaliando, as marcas que ele fez em minha pele, minha excitação e meu sexo exposto. Ele ordena que eu me masturbe. A vadia obediente começa a se masturbar e sente o Dono penetrar a buceta. Logo começo a gemer, a sensação é cada vez melhor. Sem menos esperar, Dono para rapidamente a penetração e força a entrada em meu ânus. A dor logo me atinge e paro sem querer a masturbar. "Eu mandei continuar se masturbando caralho". A dor continua me rasgando por dentro. Já entrou tudo. Dói, lateja e ao mesmo tempo me eleva a um ponto mais alto. Com dor e prazer, ele me sodomiza. Dor e prazer, prazer e prazer. Forte e rápido. Como algo que devia doer pode ser tão bom? É dor mas é tão bom! Meu mundo desmorona. Orgasmo certo. Violada e completa, é uma sensação plena.




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