domingo, 7 de agosto de 2016

(in)Submissa

A idéia que você, leitor(a), pode ter a primeira vez que lê que sou submissa é a de que sou uma pessoa dominável, de atitudes passivas e de fácil obediência, extremamente dócil.
Devo lhe informar que não sou. Quer dizer, a nossa sociedade é hierárquica, então respeito às autoridades que devo. Mas haja vista meus pais, que dizem que sou uma pessoa bastante teimosa quando não quero fazer algo que eles me impõe. 
Eu nunca dei muito trabalho aos meus pais. Sempre fui uma pessoa carinhosa, amorosa e tranquila. Porém, conforme fui crescendo, nos meus 14-15 anos, comecei a querer certas coisas, ter certas opiniões. Cansei de me sentir oprimida pelos outros. 
Hoje em dia, não adianta me coagir. Se não quero, não faço.  Se não gosto, não finjo. E é assim mesmo. 
Ser submissa não tem nada a ver com isso. Submissa é você ceder o controle, consciente e consensual, a um(a) Senhor(a) e ter a liberdade de se entregar para estar nas mãos de alguém e saber que esse único alguém tem domínio sobre você. É compromisso, lealdade e respeito. 
Ser submisso não te coloca passivo da vida ou de situações. Pelo contrário, você se torna ativa da vida, e aproveita com riqueza porque você passa a conhecer o gosto de estar plena. 
Não é contraditório, trata-se sobre perspectiva de visão, sobre escolhas. Não é uma regra.
Há uma vida para ser vivida, escolha vivê-la para que valha a pena olhar para trás e sentir aquele sabor de satisfação.  Sua vida é sua e você deve vivê-la.

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