domingo, 28 de agosto de 2016

Dança da Tortura

Sou eclética. Amo ouvir os mais variados estilos de músicas, de Slipknot à Bach. 
Outra coisa que amo é dançar! Nunca fiz aula de dança, mas aprendi muitas coisas na vida somente observando. 
A dança é uma forma de externalizar sentimentos e sensações. Aproveitei alguns desses momentos em que fiquei sozinha e fiz algo que não fazia há um tempo, dancei.



Semana retrasada estava meio chateada e dançar me deixou muito mais calma e aliviada. A música que me marcou foi "La Tortura" da Shakira com participação de Alejandro Sanz, lançada em 2005.


Dançei muito essa música quando ouvi, lá em 2005. Acabei lembrando-me dela por causa dos meus sentimentos. Adoro a pegada da música e a forma como os dois interpretam, porém quero ressaltar a pegada da dança do ventre modernizada, em que a Shakira é rainha, na minha humilde opinião. 
Deixo abaixo o link do vídeo. Enjoy!


Quem sabe algum dia posto algum vídeo meu dançando por aqui...

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

O que você faz com o que fazem de você?

Não adianta, certas circunstâncias vão acontecer querendo ou não. Se o que planejássemos para nossas vidas desse certo, acredito que o caos seria menor, muitos sofrimentos seriam reduzidos.
Mas a reflexão o qual eu quero deixar para todos é exatamente isso.
Sempre haverá algum modo de recorrer ou modificar uma situação. Não fique passivo das coisas que lhe acontecem mas lute por si. Porque a questão não é o que fazem com você, mas o que você faz com o que fazem com você.

Ninfomaníaca


Desejo de sexo excessivo. 
A última vez que me senti assim, transava todos os dias, TODOS OS DIAS! Foi assim durante dois anos, perdi minha virgindade e não queria parar de sentar *KKKKKKKKK*
Parando de sacanagem, o BDSM me faz sentir completa. E aí eu não sei dizer se ele incita ou satisfaz esse lado. Não dá para ficar sem. E eu quero e sempre vou querer mais. 
E acontece do nada... essa inquietação, esse desejo sempre queimando, certos momentos borbulham e cada vez mais explodem. 
Ninguém faz uma café tão feliz como eu, fico rindo lembrando de momentos (principalmente com o Dono), é involuntário e notório. E a libido nas alturas piora, por mais que eu esteja com o P.A.
Antes eu imaginava que outra persona, um alter ego, falasse dentro de mim. A verdade é que essa vadia libertina sou eu mesma. Não tem outra pessoa, faz parte de mim, essa também sou eu.



E o ápice do meu libido, é quando posso desfrutar desse lado. Eu vadia com esses desejos masoquistas só me satisfaço e me sinto plena quando estou nas mãos do Dono. E aí, o que importa não só meus desejos, são os do Dono. Eu me sinto a mais devassa de todas. Me sinto poderosa em entregar meu corpo, minha alma, meus desejos. Não tem mulher mais poderosa do que eu quando perco o controle. De quatro levando chibatada. Ou de joelho dando prazer ao Dono com a minha boca. Chorando pelos tapas no rosto de mãos realmente pesadas enquanto está sendo usada e fodida como se fosse odiada. Ali como uma bonequinha. 
Mas que pertence alguém.
Esses desejos. Eles explodem, e eu subo pelas paredes. Ai como dói!  
Parece um pacto que jamais será desfeito, esse tipo de prazer obsceno, mas que é bom.
Sacia a minha alma decadente pervertida. O 'ruim' é tão bom. E eu quero mais. Mais, muito mais. 




domingo, 21 de agosto de 2016

Um ménage a trois

    Meu segundo ménage foi bastante interessante. A minha primeira vez foi com um casal muito especial e guardo com muito carinho nos meus pensamentos esse momento maravilhoso (pelo menos para mim).
    A segunda oportunidade foi com um casal jovem, amiga de uma amiga e o 'namorido' dela.  Ela bonita magra, natural, jeitinho meigo que eu gosto muito, cabelos escuros, vou chama-la de Gata. Ele loiro, corpo levemente atlético, totalmente safado, o Tarado.
   Quem me procurou foi a Gata. Anteriormente, ela me viu em uma festa e minha amiga 50 tons (que adora colocar pessoas na minha fita) me apresentou ela e comentou que eu sou bissexual (a Gata também é bissexual) :) E conversamos durante alguns dias.
   Ela combinou de me buscar no trabalho. 
   Quem estava na direção era o Tarado, fui no branco atrás com ela. No caminho, conversa vai conversa vem, Tarado fala que nós duas estávamos acanhadas, que seria legal nos soltarmos, que seria bom um beijo. 
   Eu achei que ela seria do tipo mais soltinha, mas não era. Então eu fiz um carinho no rosto dela e dei um selinho. Esperei ela responder o beijo, fiquei deslizando os lábios no dela. Ela respirou fundo e me beijou. E ai começou a agarração. Sei que não demorou para chegarmos na casa deles (pensei que a gente ia para algum motel/hotel) e eu já tava com o dedo molhado e enterrado na bucetinha da Gata, quando saí do carro vi que o Tarado tava de pau duro. E juro que o volume me deixou um pouco desanimada porque parecia ENORME! (Tenho preferência por paus médios! As experiências que tive com pau grandes, 20 e 22 cm, um me machucou de fazer sangrar um pouco e o outro não me machucou porém me incomodou na hora de fazer anal! E eu ADORO cavalgar e me esfregar em cima de um pau gostoso)
   Eles me deixaram a vontade, fui tomar um banho. Me preparei e segui pro quarto. Deitamos na cama, ele estava falando com alguém no telefone e já estava só de cueca e camiseta. Fiquei alisando um pouco ela, e ela à ele. Pouco antes dele desligar, ela saiu dizendo que ia tomar um banho e iria voltar. 
   Então começou, o Tarado veio para cima de mim. Tirou a blusa, a cueca e abriu a minha toalha. Começou chupando meu seios, mordiscava de leve e soprava. Puta que pariu! Era muito gostoso. Desceu com a língua, e caiu de boca. Sou obrigada a confessar, vish, que oral gostoso, parecia que ele tava beijando, fodendo com a língua, babou minha buceta toda.  
   Minha vez de chupar, fiquei até animada. Chupei até as bolas. Ele quis dar uma forçada na minha garganta e segurar meu cabelo. Dei um tapa na mão dele. Nem o Dono faz isso, um estranho não fará, embora confesso que se o Dono fizer eu vou adorar rsrsrs. Cuspi no meu peito e fiz "espanhola" junto com o boquete. Ele soltou muito pré-gozo. Imagina a cena. 
   Fazia tempo que eu não fazia uma papai e mamãe, por mais clichê que pareça eu adoro. Colocou a camisinha, soltou o peso em cima de mim e socou na minha buceta. Senti um pouco de dor mas sinceramente, dessa vez adorei! Começamos aquele vocabulário bem baixo rs. Geme cachorra pra lá, mete filho da puta pra cá e etc. Me comeu de lado e de quatro. Gozamos. 
   Já tinha me esquecido até da Gata. Deitada ainda perguntei por ela. Ele falou qualquer coisa, então chamei alto pelo nome dela. 
   Ela apareceu, vestindo só uma calcinha e sutiã rosa forte pequenininhos. E aí eu falei: "Agora é a sua vez." Já que ela estava muito passiva na situação, pedi pro Tarado buscar uma cadeira. Falei para Gata: "Não pensa, só segue o chamado do seu corpo"



   Nos beijamos, alisei ela todinha até ela soltar gemidinhos. Abaixei o sutiã porque a verdade é que eu tava louca de vontade de cair de boca nela. Mamei gostoso, suguei o biquinho enquanto passava a mão de leve na buceta dela. Ela soltando uns gemidinhos baixinhos. O Tarado sentado na cadeira vendo a gente. Falei para ela sentar no meu rosto e ficar a vontade. A Gata parece que ficou possuída. Começou a gemer. A pedir para enfiar os dedos. Se esfregou na minha cara toda e gozou na minha boca. Ela virou e começamos um 69 gostoso. Ah 69 <3 a última vez que fiz foi com uma amiga. Gozei de novo. As duas gemendo alto no quarto. E ela não queria soltar minha buceta mais. 
   Foi gostoso. 
   Paramos para comer um lanche e beber uma cerveja. Papeamos e até que o Tarado não era 'escroto' como achei que ele fosse. Certo momento, ele chama a Gata e coloca ela de joelho e sem falar nada ela começa a chupa-lo e eu continuei bebericando minha cerveja e sorrindo. Ela vira e fala: "Você não vem?"
   Dividimos o pau. Ele nos parou e beijamos em trio, ele me beijou, beijou ela, foi um troca troca. E ele nos conduziu novamente ao quarto. 
   Colocou uma almofada na cama. Mandou ela deitar de costas na cama com a bunda apoiada na almofada e mandou deitar por cima e beija-la. As duas arreganhadas para ele. Primeiro foi ela, depois eu. Depois fiquei de quatro chupando ela e ele metendo em mim. Depois ela me chupando e ele fodendo o cu dela.

 Foi um momento muito gostoso. Terminou ele gozando nos meus peitos e ela "limpando".

   Acho que todos deveriam fazer uma ménage na vida. É muito bom. É tão bom que eu fico coagitando até uma relação polígama poliamorosa. Se acontecesse comigo, ah eu não ia relutar. Mas é complicado estar com um, imagina com dois. Limites. O limite é a chave. Cada um tem o seu, e eu prefiro me foder do que ultrapassar os limites dos outros. 
Eu sou tão aberta as coisas, as novidades, que às vezes eu queria me esbofetear. É um saco ser diferente certas horas, eu acho que provavelmente vou ficar ainda muito tempo sozinha. 
   Melhor cortar o assunto, não to em good vibes. 
   Bom, esse foi um relato curto. Confesso que fui  para provar a mim que podia fazer sozinha, quis me dar esse prazer e essa experiência. No início, senti que algo me faltava porque parece que a D/s em nada entrava aí, porque sempre sinto aquele instinto de "faça para seu dono" e o que eu queria provar é que eu estava fazendo unicamente para mim. Mas fiz com autorização dele. E agora, agora eu quero mais. Se posso voar, vou voar. Confesso que ainda sinto falta da sensação de servidão mas o ménage continua sendo irresistivelmente bom.

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Lembranças e Desejos (2) - Rape Play

    Rape Play (Jogo de Estupro) é um  estupro consensual, uma simulação de um estupro, um jogo em que todas as partes estão conscientes e acordada. Há diversas formas de tornar o estupro consensual mais real, como montagem de cena, uso de cordas ou algemas, panos para mordaças, "sequestro", uso de força, etc . Mas pelo amor de todos, não envolvam qualquer tipo de narcótico ou algo que possa afetar a sobriedade dos envolvidos.
    Tenho certeza que esse desejo aflorou na mesma época em que comecei a despertar sexualmente. Me lembro de um de filme de época, em que a mulher se nega ao homem, começa uma espécie de luta, ele agarra os cabelos dela e a penetra em cima de uma mesa. Ela pede para parar mas começa a gemer e gozar com ele, os dois se beijam.
    Eu já me imaginei em várias situações de rape play. E sim, esse é um fetiche meu assumido.
Eu gosto da sensação de me sentir violada e sentir certo nível de dor, mas por uma pessoa que eu confio, que conhece meu corpo, em especial o Dono que sabe que meu corpo pertence dele e eu me entreguei a ele de boa vontade. Não faria isso com uma pessoa qualquer e não aconselho que essa prática seja feita por pessoas com algum tipo de trauma. Essa com certeza é uma prática sadomasoquista e que pode ter alto nível de dor, se assim for desejado. 
    Minha mente processa que aquele ato em si não é feito para me trazer danos ou para me traumatizar. E eu gozo e tenho orgasmos.
É um desejo violento. Ser desejada a ponto de ser tomada a força, ser fonte roubada para prazer alheio, ser um objeto que pode ser usado para dar prazer independente do que eu queira, são algumas coisas que passam na minha cabeça e mexe muito comigo. Acaba por ser um jogo de poder deliciosamente kinky(pervertido) onde os papéis (Top/Bottom) se mostram com bastante intensidade, pelo menos ao meu ponto de vista. Para certas coisas não há muitas explicações, devem ser sentidas.
Abaixo vou descrever duas situações que aconteceram comigo e que considero um rape play.


Primeira Situação:
FdD me liga. Diz que precisa me ver, pede para me encontrar, vai me pegar de carro. Percebo as intenções e aviso que não estou no clima e não quero ter sexo. Ele me afirma que só está com saudades. Após 30 minutos esperando, começo a ir para casa. Não percebo que ele estava observando. Já perto de casa, ele me aborda e eu já muito aborrecida, ainda tento resistir mas por fim, entro. Final de uma tarde de domingo tranquilo. Paramos em uma rua vazia. Papo vai, papo vem, ele começa a me tocar intimamente. Eu começo a me irritar já pedindo para ele parar. Ele fala continuamente que não está fazendo nada. Cínico. Vai para o banco de trás, ele me puxa junto a ele e continua o mantra. Continuo negando, pedindo para parar e para me soltar por favor. Ele agarra meus pulsos e tira minha calça, cospe em minha buceta e me penetra. Sinto suas estocadas, lágrimas escorrem dos meus olhos. Gozo assim que sinto sua porra me inundar. "Agora, minha piranhazinha vai gozadinha para casa. Viu? Não fiz nada!"

Segunda Situação:
Na minha sessão de encoleiramento, Dono manda eu apoiar minhas mãos na cama e continuar de olhos fechados como estava desde o início. Ele abaixa minha calcinha, sinto suas mãos e seus olhos me avaliando, as marcas que ele fez em minha pele, minha excitação e meu sexo exposto. Ele ordena que eu me masturbe. A vadia obediente começa a se masturbar e sente o Dono penetrar a buceta. Logo começo a gemer, a sensação é cada vez melhor. Sem menos esperar, Dono para rapidamente a penetração e força a entrada em meu ânus. A dor logo me atinge e paro sem querer a masturbar. "Eu mandei continuar se masturbando caralho". A dor continua me rasgando por dentro. Já entrou tudo. Dói, lateja e ao mesmo tempo me eleva a um ponto mais alto. Com dor e prazer, ele me sodomiza. Dor e prazer, prazer e prazer. Forte e rápido. Como algo que devia doer pode ser tão bom? É dor mas é tão bom! Meu mundo desmorona. Orgasmo certo. Violada e completa, é uma sensação plena.




Libertina

Libertina. É assim que tenho me sentido.
É uma sensação certa? É uma sensação errada?
Parece que qualquer coisa relacionada ao sexo, e quando eu digo qualquer coisa é exatamente isso que eu quero dizer, me parece sucetível.
Uma dupla penetração hoje me parece a coisa mais banal, "fichinha". Transar com um travesti também. Ver gays transando. Frequentar um swing. Já pensei em diversas situações. Talvez a única coisa que não me excita é envolver fezes ou urina. Parece que eu sou capaz de qualquer coisa. 
E o que me parece é que não preciso de ninguém para isso. Só basta querer e disposição. Não me leve a mal. Eu sinto muito prazer em ser submissa e sempre tenho aquela sensação de que tenho que fazer algo mais por ele. Mas viver essa libertinagem tem me tocado. É um gosto de liberdade exagerada. Me sinto dona de mim. Me dá a sensação de que faço porque quero, porque vou gozar, porque é meu corpo e ele é meu. 
É uma sensação gostosa. Mas não sei se é isso que eu deveria sentir ou que eu gostaria de sentir, ou a tal sensação de plenitude. Entra em conflito com minha D/s. A sensação que eu queria era me sentir cativa, servente de alguém, posse, e encoleirada eu sinto isso, mas não quando eu estou em meus momentos de liberdade sexual. Ou pelo menos é impressão que eu tenho. Não sei se era assim que eu queria me sentir agora. Não é como se fosse me sentir libertina ou até ser assim fosse errado. Só não queria assim.
Pensa em um cachorro que vive na rua, mas ele sabe que tem um local em que o uma pessoa em determinado local, sempre que o cachorro comparecer, vai ter comida, água e carinho esperando. Mas no dia a dia ele vive na rua. Acho que é mais ou menos assim.
Conflitos. Às vezes a gente demora para achar certas respostas. 


segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Hoje eu quero voltar sozinha


Na verdade o nome do filme é "Hoje Eu Quero Voltar Sozinho".
Já adianto que não tem nada a ver com BDSM. É um filme 'adolescente' e fala sobre sexualidade e amor. E eu sou apaixonada por esse filme. Não é uma super produção, não tem uma filosofia ou algo do tipo.
É um filme que trata com bastante simplicidade uma situação que todos nós passamos: o descobrir-se apaixonado por alguém e não saber mostrar isso.  E no caso do personagem Leonardo, um amor gay. E ele lida de forma inocente e pura, um pouco até infantil.
Ahh, e ainda tem que lidar com o fato da mãe superprotetora que não entende que cegos também tem sua vida independente, porque Leonardo também é cego.
E apesar de ser adolescente, vejo muitas vezes acontecer com pessoas maduras ou com certa experiência. Eu já passei por isso, você muito provavelmente deve ter passado.
Segue a sinopse:

Leonardo (Ghilherme Lobo), um adolescente cego, tenta lidar com a mãe superprotetora ao mesmo tempo em que busca sua independência. Quando Gabriel (Fabio Audi) chega na cidade, novos sentimentos começam a surgir em Leonardo, fazendo com que ele descubra mais sobre si mesmo e sua sexualidade. 

domingo, 7 de agosto de 2016

(in)Submissa

A idéia que você, leitor(a), pode ter a primeira vez que lê que sou submissa é a de que sou uma pessoa dominável, de atitudes passivas e de fácil obediência, extremamente dócil.
Devo lhe informar que não sou. Quer dizer, a nossa sociedade é hierárquica, então respeito às autoridades que devo. Mas haja vista meus pais, que dizem que sou uma pessoa bastante teimosa quando não quero fazer algo que eles me impõe. 
Eu nunca dei muito trabalho aos meus pais. Sempre fui uma pessoa carinhosa, amorosa e tranquila. Porém, conforme fui crescendo, nos meus 14-15 anos, comecei a querer certas coisas, ter certas opiniões. Cansei de me sentir oprimida pelos outros. 
Hoje em dia, não adianta me coagir. Se não quero, não faço.  Se não gosto, não finjo. E é assim mesmo. 
Ser submissa não tem nada a ver com isso. Submissa é você ceder o controle, consciente e consensual, a um(a) Senhor(a) e ter a liberdade de se entregar para estar nas mãos de alguém e saber que esse único alguém tem domínio sobre você. É compromisso, lealdade e respeito. 
Ser submisso não te coloca passivo da vida ou de situações. Pelo contrário, você se torna ativa da vida, e aproveita com riqueza porque você passa a conhecer o gosto de estar plena. 
Não é contraditório, trata-se sobre perspectiva de visão, sobre escolhas. Não é uma regra.
Há uma vida para ser vivida, escolha vivê-la para que valha a pena olhar para trás e sentir aquele sabor de satisfação.  Sua vida é sua e você deve vivê-la.

sábado, 6 de agosto de 2016

Lembranças e desejos (1) - Knife Play

Ninguém começa a gostar de algo só porquê quer. Eu gosto de fazer auto análise. Me perceber para saber me colocar no mundo e aproveitar as coisas de forma plena.
Há um tempo atrás, tentei procurar o que pode ter contribuído esse gosto/atração/prazer por BDSM. 
Me recordei há alguns dias de uma cena que vi escondida em algum filme que envolvia sadomasoquismo. 
Minha recordação é rasa, mas a cena mostrava a atriz deitada na cama (se não me engano depois do coito) e o amante vinha com uma navalha e fazia um corte pequeno/médio em sua coxa antes que ela voltasse para o marido. Havia cicatrizes acima do corte recém feito. A sensação quando vi não foi de repulsa. Eu tão novinha me senti intrigada, admirada. (Se me recordo da história, baseava-se em uma mulher que casa que com um homem para benefícios financeiros mas acaba envolvida, vivendo uma relação cheios de jogos emocionais. Além disso, há o comparsa dela. O cara que marca ela.)
Tenho outras recordações mas em especial quis registrar essa aqui. A cena era excitante. Eu gostaria de tentar algum dia, só não faria exatamente cortando a pele, a prática provoca marcas permanentes. Não sou fã de marcas permanentes. 
Esse tipo de play talvez saia do SSC, dependendo do que for acordado para a realização da sessão. Deve ser estudado de forma intensa. Eu acredito nos valores estéticos, no visual do corte, ainda que seja sadomasoquismo, o Bdsm e todas as suas práticas são eróticas. Ou pelo menos deveriam. Assim o Top que fizer deve e deverá atentar para isso. Ninguém quer um brinquedo estragado. Os cuidados são rigorosos no pré, durante e pós ato. A higiene, segurança e atenção são indispensáveis. Mas eu ainda prefiro defender um role play para a combinação dessa prática.
Não precisa cortar a pele, o material de uso (lâmina, faca, espada, adaga) nem precisa ser de verdade. Juntar o knife play com role play podem tornar a sessão bastante interessantes e excitantes
Tenho sentido certo interesse. Quem sabe um dia??? rsrs

 Beijos a todos!

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Insegurança


Eu não sou perfeita. Como qualquer mulher, tenho minhas inseguranças femininas. E não acredito em nenhuma mulher que diz que não tem.
Uma certa vez, meu Dono viajou e ficou off por uns dias. Nosso principal meio de comunicação é a Internet quando não estamos juntos.
Ainda era muito 'fresquinha' nossa relação.
Aconteceu uma desventura e tive que entender certas coisas.

Meu Dono me disse o seguinte:
- E vc se encontrar, é algo importante para vc sentir-se plena.
- Entender seu real papel
- Identificar suas vontades
- E se determinar a focar nelas
- Ter tesao é otimo, e ele pode ser usado ate como ou com tortura
- Mas é preciso saber controlar-se
- E se vc estiver disposta a ser melhor, vc vai encontrar o caminho pra isso
- Claro que requer paciência e persistência


Apesar de toda sinceridade entre ambos, eu e Dono, eu confesso que no início da relação eu ainda não entendia certas coisas das quais ele esperava de mim. Eu não sou uma pessoa de sair falando o aparece na minha cabeça. E eu não sabia nem o que eu queria.
Por diversas vezes me questionei se estava a altura do meu possível Dominador, ou se ele me merecia. Ficava incerta do que ele queria comigo (porque na minha visão ele já tinha tem tudo o que ele precisa). E ficava realmente pensando se eu podia ser um inconveniente, já que eu não tinha um dominador, experiência zero, e queria sempre estar em contato.
Quando eu percebi que a minha relação com o Dono saia do patamar de "test-driver" comecei a me questionar em tantas coisas e me veio o medo, porque eu ainda estava conhecendo o meu Dono. E apesar de ser mente aberta, a idéia de entrar numa possível D/s em que o Top era casado com submissa me fez pensar em estar numa posição de desvantagem. Não só por isso, também por inúmeras questões.
Mas o que eu devo esperar de uma relação D/s?
No início, quando comecei a procurar um Dominador, estava querendo na verdade saber como funcionava na prática, mas não me envolver de forma plena. O que eu queria era aprender era como me comportar, "nivelar" meu nível de masoquismo, sentir na pele como é estar em  uma sessão, pertencer a alguém ainda que fosse em alguns horas para me preparar para possíveis relacionamentos futuros (no sentido compromisso sério da palavra mesmo, tipo namoro, mas nada forçado até porque sentimento acontece, não se planeja). Queria isso com um "parceiro" fixo. Não me interessava passar de mão em mão ou ficar de forma promiscua como já vejo por aí. 
E ainda tinha o quesito tempo. Ah tempo, tempo, tempo, tempo. Coisa que eu realmente não estou tendo. E ele então...
Sem muitos detalhes e com total sinceridade, tive que me lembrar, como um mantra, qual era minha posição, como funcionava as coisas nessa D/s para mim. Porque conforme a relação deu-se, me vi ansiando outras coisas. Coisas a mais.
Ao invés de querer algo avulso, quis realmente começar a servi-lo, a ser posse dele, a fazer os desejos dele, algo além só  da parte sexual das sessões. Mais atenção, quis ser algo para ele.
Ele com os anos de experiência a favor, sempre me pergunta o que eu quero. E eu meio que me vi olhando todas as possibilidades de uma D/s. E quis arriscar. Quis me vencer!
Quando eu me localizei mesmo, entendi qual é o meu papel nessa relação, eu me senti mais em paz, mais confiante. E as minhas inseguranças femininas acalmaram.
E eu entendo que eu sou a puta do meu Dono, porque é isso o que ele quer de mim. Um complemento de prazer na vida dele que ele controla e pode ter quando ele quer. E é isso. Não tem mais. O que acontece entre a gente fica entre a gente. A gente se respeita, nos damos bem, vamos até certo ponto e não ultrapassamos "a barreira" um do outro, e ainda que ele não tenha dito em palavras e nem eu, é bem claro que se isso acontecer é game over.
Acho muito importante o Dominador deixar bem claro, BEM CLARO, o que ele espera da sua submissa. E o que ela pode esperar dele. Mulher na maioria tem mania de romantizar as coisas, eu ouço um monte de blablabla romântico das subs que conheci, então fica a dica aí, Top! É como dar um norte para relação.
Tem gente que acha uma besteira criar um contrato, ou um juramento, definir termos e tal. Eu mesma achava a um tempo atrás. Eu sou super a favor desses termos acordados e até que se estipule um tempo. O que tiver de acontecer, acontecerá. Mas se não acontecer, fica a experiência e bye!
Não sei se só eu que sinto as coisas de forma intensa, ou gosto de sentir assim. Talvez depois de dois anos sentindo nada por ninguém, me vejo 'desperta' a flor da pele. Se relacionar desse jeito com alguém provoca sensações intensas, e isso pode nublar as expectativas dos envolvidos. Ou confundir as coisas. Como aprendi bem a lição, gosto de me relacionar com olhos bem abertos. Ver o que é bom e mal. Ninguém é de todo bom, Ninguém é de todo mau.
Conheça a ti mesmo. Auto conhecimento te dá a possibilidade de ser melhor. A ser mais sensível ao que te cerca. E te faz aberto a viver as coisas de forma mais prazerosa, sempre como se cada momento fosse único.
Você tem coragem de vencer você mesmo? Do que você tem medo?