E poligamia, seja ela em qualquer configuração, é um tema amado por uns, odiado por outros. Bom para uns, terrível para outros.
Aquele assunto de "os Tops podem ter mais de uma sub porém uma sub serve somente a um dono de cada vez" dá é barraco. Eu mesma concordo com a informação, mas com ressalvas que não quero discursar agora.
Sou fã de quem fala sobre o que vive, pois acredito que experienciar algo, lhe dá sim certa propriedade para dizer o que aquilo pode causar. Não como verdade para outro, mas como parâmetro. Afinal, não acredito em verdades absolutas. E posso falar sobre multiplas relações.
Não sou contra pessoas casadas com baunilhas serem tops ou bottoms, desde que todos os envolvidos (e não envolvidos, ou seja, os baunilhas) saibam e tornem a coisa toda consensual. Caso uma das partes, não estiver de acordo, é uma questão de caráter não sustentar relações à base de mentiras. Mas não minta... Mentiras não são uma boa forma de paliativo. Eu me lembro do dia em que eu descobri que uma pessoa que amei muito, mantinha um casamento, e eu era a amante. Me senti degradada e traída.
Para tudo há um jeito! E assim se faz um acordo conforme a disponibilidade de todos.
Eu já me relacionei com pessoas casadas, baunilha e BDSM.
Eu nunca vou dizer nunca, mas particularmente, eu não quero negociar futuramente com um(a) TOP que tenha um relacionamento baunilha e/ou BDSM. Ok, vou dizer no futuro:
Dispenso pessoas com relacionamentos de qualquer configuração estabelecidos Não insistam!
Pessoas que ja são comprometidas na maioria das vezes lhe proporcionam experiências maravilhosas e valorosas, e se forem veteranos no que fazem, tem muito a ensinar. Mas é difícil pensar que posso servir alguém que está de diversas formas limitado ao que eu gostaria de oferecer também.
O fator entrega é algo tão simples mas profundo e vejo que muitas pessoas não o entendem. Uma entrega na D/s é puro envolvimento. É conhecer e deixar se descobrir pelo outro.
E conforme aconteceu comigo, que queria experiência sem compromisso, estava muito encantada em "descobrir o BDSM" e na base do quero ver no que vai dar, acabei envolvida. Envolvida de uma forma que é até difícil de verbalizar. Quando vi, queria pertencer e portar a coleira dele, quando vi me apaixonei, me entreguei e amei. Amei o homem, o dominador, com defeitos e qualidades. Eu lembro que quando eu descobri o quão entregue eu estava, eu chorei, e lembro que chorei de novo quando confessei que por mais que eu quisesse, além disso também estava amando ele.
Uns vão achar que é submissão, outros vão achar que é burrice e o que eu acho é que eu tô pouco me fodendo pra opinião alheia. Mas continuando, mesmo longe da vida pessoal dele, eu buscava saber se poderia fazer algo, ainda que fosse insignificante, que pudesse ser benefício pra ele, eu evitei certos comportamentos porque eu achava que ia incomodar, ou que poderia ser incoveniente e eu desejava MUITO ser positiva na vida dele. Havia algumas curiosidades que eu tinha, mas eu não queria ser intrometida, então guardei elas para meus devaneios. Eu queria ganhar espaço por merecer. E havia o fator de me preocupar com o que a outra submissa/esposa também poderia sentir a respeito de mim. E se a minha presença não poderia ser negativo pra ela, mesmo que não ganhasse nada dela e nem muito dele. Eu tinha e eu desejava ter muito respeito e consideração para com eles e da parte deles para mim.
Eu me colocava no lugar dos dois, tentava pelo menos. Foi um sentimento natural que acabou brotando. Para mim o importante era que fosse bom e as coisas fossem felizes, mesmo que eu não fizesse parte. É uma mistura de coisas que eu acredito que nascem quando você se entrega ao seu relacionamento e ao seu companheiro.
E não sou desinteressada, mas acho lindo atitudes espontâneas e quando você fala mais sem ter que perguntar detalhe por detalhe, isso pra mim é compartilhar de si, é compartilhar sua vida, é compartilhar.
Pra mim, ser submissa não é só estar numa posição de vantagem, é ter prazer na vontades de outro.
Houveram diversos momentos conflituosos pessoais e senti em diversas vezes que a D/s era muito mais existente na minha cabeça do que de fato na vivência, e hoje ainda eu me pergunto se estava certa ou não.
Acho que chega um momento que você já não se importa se é sub, amante, amante sub, sub amante.
É complexo explicar por que existem detalhes e da forma rasa que contei, vocês vão ficar com a visão de que sou simplesmente uma moça de 21 anos que caiu num conto de alguém mais inteligente que ela, e virou o lanchinho/amante...
Em nenhum momento ele mentiu ou omitiu esses fatos que fazem a diferença e nunca me proibiu ou se negou a perguntas, pelo contrário... Sempre as estimulou.
Mas eu sou do tipo de pessoa que ama conversar, ama estar perto, que quer cuidar, quer dar colo, que quer poder fazer um bolo no dia do aniversário, ou fazer o prato favorito de quem eu ame, e desejo que essa pessoa tenha vontades comigo também.
Que curte sentir minha falta, mas que goste mais de quando está comigo!
Eu quero me entregar, na mesma medida que quero que me dominem. Eu sou fã de equilíbrio.
E esse é um dos pontos mais críticos de quem se relaciona com alguém "ocupado demais" ou que já tem uma vida da qual você não pode fazer parte...
É possível, deu certo para mim por um tempo. Mas não é a vida que eu quero ter.
Pois eu não consigo ver uma equilibrio justo. Quando eu senti que eu começava a pensar em mudar a minha vida em prol da minha submissão pra me adaptar à minha relação, eu comecei rever e não me deixar ir por certos impulsos. O de viver a vida, ou namorar e ou até mesmo casar com alguém que é BDSMer e ter novas experiências e ter um poliamor em uma única relação, já estava pensando em abrir mão.
Não me importo de haver outras pessoas, sabe. Futuramente quero ter uma união estável com um homem e uma mulher, que sejam BDSMers. Não quero gritar pro mundo que eu tô fodendo com 2 pessoas ao mesmo tempo, só não quero me sentir a parte.
Eu vejo a relação BDSM como outra qualquer, talvez seja meu defeito.
Sei que acordos são feitos justamente para não haja frustrações de nenhuma das partes, e por isso que acredito que dê certo.
E quem quer, faz a coisa acontecer de forma segura, sincera e envolvente.
A minha experiência é pessoal e ela não deve ser verdade absoluta como já disse anteriormente... Eu escrevi sobre dominador x submissa, mas isso se aplica independente da posição e do sexo dos envolvidos.
Dá certo para algumas pessoas que eu conheço... Basta ter disposição.
Cada um vive da forma que lhe faz feliz. E eu desejo de verdade, que sejam felizes e plenos nas suas relações. Pois é muito bom!
E um dia eu gostaria de ter!

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