quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

Filmes com temática BDSM - Fetichista

Filmes com temática BDSM

Vim trazer alguns filmes que abordam esse nosso mundinho pervertido. Claro, nem todos são voltados para o BDSM, alguns só tem um toque, ou algo que me lembre e outros tem mais.
A História de O é um clássico que todos sabem, eu adoro e só por isso não vou por na lista.

De qualquer forma, eu tenho muito bom gosto para filme hahahahaha. Garanto que vale a pena muito ver cada um deles.
Se você estiver com a mente aberta pode encontrar referências muito boas e até entender a mensagem de algumas coisas que estão "ocultas".


Abaixo deixo o trailer! Não estão em ordem de preferência!


1. KIKI- Os segredos do desejo

Esse filme é muito divertido, mostra diversas situações interessantíssimas e a temática dele é bastante voltada para fetiches e sexualidade. Está disponível no Netflix!



2. A Criada


Talvez esse seja o filme que mais me surpreendeu. Que filme inteligente com um final imprevisível. Ele é sensual e esquemático. Quando você pensa que acabou, a coisa continua a andar! Existem jogos de manipulação e submissão que me lembraram muito vivências do BDSM. Um dos meus preferidos!



3. Professor Marston e as Mulheres - Maravilhosas

Pasmem, esse filme é baseado em fatos reais. E é um "resumo" da vida de 3 pessoas que juntas descobriram o poliamor e o BDSM juntos. Todos deveriam ver esse filme para tirar o ranço de rótulos que as pessoas insistem em colocar, eu nem sei como resumir ele. Sei que mexeu muito comigo (positivamente). O Professor Marston do filme é o criador da Mulher Maravilha. Vem entender essa história!





4.  Lua de Fel

Do mesmo criador de "Vênus das Peles", Polanski traz o erotismo e sadomasoquista como elementos que dão um toque diferenciado. O filme é a cara dele! E é bem antigo também, mas vale a pena ver! A capa já é muito sugestiva. E o filme está disponível (pago) no Youtube.




5. A Secretária

É uma referência clássica no meio. E eu lembro que quando vi o trailer no canal HBO, eu vi escondido da minha mãe. E me encantei rsrs. Foi um dos primeiros filmes que me remetiam ao sadomasoquismo erótico. A personagem principal é masoquista e usa isso como um escape, até que o chefe dela descobre e "redireciona" o comportamento.



6. A Professora de Piano


Como o título já sugere, a história fala sobre uma mulher que é extremamente fechada no seu cotidiano, mas uma mulher muito fetichista e cheia de desejos. Até que um dia encontra um aluno que mexe com ela e sua cabecinha pervertida. É drama! 




7. Juiz S&M (S&M Retcher)

Trata-se de uma mulher de juiz que é masoquista. Ela no início do filme encontra-se em estado depressivo. O marido para satisfazer a mulher começa a se aprofundar BDSM (ao pedido dela) e tem que lidar com os problemas de ter seu relacionamento exposto. Vale muito a pena! Mais um filme baseado em fatos reais!




8. Um método perigoso


Com 2 atores que eu gosto muito: Michael Fassbender e Keira Knightley. O filme fala sobre dois médicos que discutem a aplicação de um tratamento psicológico numa paciente chamada Sabine, que tem tendências sadomasoquistas, até um deles começar a se envolver com ela. 





9. The Pet


The pet é um filme bem legal que mostra uma relação de dominação ao estilo petplay, e no filme eles levam isso ao outro nível! Vale a pena conferir!



10.  9 e meia semanas de amor

A Kate Basinger está maravilhosa nesse filme! No filme ela é iniciada a uma relação de D/s (bem clean no meu ponto de vista). Pegada romântica com um final meio decepcionante mas compreensível.




Espero que gostem! Beijos!




sexta-feira, 9 de novembro de 2018

É difícil, às vezes, falar de amor...





É difícil às vezes falar de amor. 


Eu queria que o primeiro amor da minha vida, ainda que "demorasse" para aparecer, pudesse ser um amor "tranquilo", compartilhado, que fosse escrito de forma bonita ou interessante rs. Acho que eu e uma penca de gente.
Acontece que a "sortuda" aqui se meteu numa que não sei mais o que fazer da minha vida. Verdade é que eu não me lembro de ter me sentido tão, mais tão profundamente sobre uma pessoa como eu fiquei por esse indivíduo.
Sabe que agora, eu consigo entender porque algumas pessoas preferem separar o BDSM de uma relação com sentimentos amorosos. Começa tão gostoso, tão quente, e se parece como um mergulho no mar, quanto mais fundo, mais denso...

E foi assim que eu descobri o amor da minha vida.

Falo isso com um nó na garganta. Porque se eu dizer que eu abracei esse amor de forma fácil e feliz, é mentira! Leve em conta que existe a realidade de uma relação BDSM, então tudo está dentro dos limites e das regras.

Quando eu resolvi iniciar algo com ele, eu levei em conta todas as características que poderiam ser vantagens para ambos, mas principalmente para mim.
Só que algumas dessas características, conforme o BDSM e ele foram ganhando relevância para mim, se tornaram complicadores na forma como eu me sentia como sub e mulher ...
Explicar detalhadamente resultariam em diversas páginas. E é rasgar a alma na internet, coisa que apesar de eu gostar de explicar tudo, não quero fazer.

Eu sei bem o que despertou meu interesse... O desejo de submissão foi igual a um fogo lambendo e consumindo o que passava pela frente. Eu sentia que com ele não precisava ser puritana, ou usar filtros. Embora eu queria de verdade manter minha postura de submissa.
Então, na minha cabeça, nada podia se sobrepor ao respeito do que eu identifiquei ser importante para ele.
E espaço eu percebi que era algo importante. Eu também nunca fui de invadir vida de ninguém.
Mas eu confesso que nas minhas tentativas, talvez singelas, eu tentei ser relevante de alguma forma. Afinal, apesar de estar me apaixonando por ele, eu queria servir. Talvez os dois juntos fosse uma bomba de disposição para tal.

Eu estou acostumada a me apaixonar constantemente, mas perder o interesse tão rápido como me apaixonei. Então quando me vi apaixonada, eu fiquei receosa de parecer inconveniente, ou de soar alguma mensagem que não era condizente com a verdade. Eu sentia tanto tesão por ele, o sexo era tão gostoso e gostava tanto... Tinha receio de perder.

A nossa história não tem nenhuma pitada de romantismo. Apesar de eu gostar de romantismo. Não me levem a mal, sei que quase todos levantam a plaquinha do BDSM sem romance e ok! Mas eu já li muitos romances de BDSM de ensopar a calcinha. Com BDSM de verdade (alô alô Nana Pauvolih, graças a deus).

Não teve paixão a primeira vista, tinha sim a vontade de ser usada, principalmente sexualmente por alguém, e a dele de me usar. E que eu adorei por ter encontrado isso com ele, o sexo pra mim era completo. Tudo que ele falava fazia, me dava tesão e eu esperava pra vê-lo e sentir todo aquele prazer de novo, de ouvir a voz dele me chamando de vadia e dizer que minha buceta era dele e encaixava perfeitamente no pau dele. 

Demorou um mês até a gente se encontrar real, e depois do nosso primeiro encontro mais um mês até o próximo. E nossos encontros era com intervalos assim, demorados.
Lembro que uma vez ele me comparou a um doce que ele gostava muito e disse nesse sentido:

-Você é o meu*doce tal*. Eu adoro, é o meu doce que eu acho mais gostoso. Mas eu não quero comer o tal doce todos os dias. Eu quero comer uma vez no mês, quero comer de vez em quando.

Quando eu ouvi eu achei exótico. Conforme ia passando aquele efeito pós sessão e sexo, não soou legal. Foi quase a mesma coisa que falar que eu sou boa, mas é fácil enjoar de mim. E para mim que às vezes lembrava que tava sendo "lanchinho", realmente... Acho que foi aí que a paixão típica que eu sentia não era igual a que eu sentia por ele... Porque eu não teria me importado de ouvir isso das pessoas com que tinha amizade colorida, sexo casual. Eu realmente não ligo... Mas com ele não desceu redondo mesmo que eu me repetisse que não era nada demais.
Me convenci que era só uma inconveniência.

Ele era tão transparente e verdadeiro, que eu acabei me envolvendo além do que só a paixão com o tempo...

Eu me lembro de algumas tentativas de aproximação que tentei, quando ele estava doente, mas ele com delicadeza rejeitou. Isso é da minha natureza, nada especial. Mas serviu como parâmetro.
Por muito tempo eu senti que nossa relação era uma espécie de amizade com alguns benefícios. Por muito tempo eu fantasiei que ele era o meu affair como o do filme "O último tango em Paris". Cada um com suas vidas, mais unidos por algo que era atração.

A minha vontade dele cresceu aos poucos, eu queria ser dele, e acabei sendo. Ganhei minha coleira. Como eu fiquei feliz. Eu senti que não era só um pedacinho de "doce" rs. E era algo muito especial para mim. Era essa nossa bolha de intimidade, que quando acabava, ficava só a lembrança, mas uma lembrança com gosto de quero mais.

Eu tive medo, porque eu sabia que eu não ia ser correspondida. Veja bem, ele nunca foi frio comigo. 
Sempre gentil e cortês e amigo! E em um momento difícil, ele me ajudou financeiramente, e como teve paciência!!!! 
Eu vi que o carinho dele por mim! Disso nunca tive dúvidas! 
Dentro do que era proposto, ele sempre me respeitou como mulher e como alguém que ele tinha interação.
Não tenho o que reclamar! 

Acontece que eu não consegui ver como ele poderia sentir algo parecido com o que eu sentia por ele. Visto o como eu observava como eram as coisas comigo. 
Em contrapartida eu vi diversas vezes o amor dele para com a esposa manifestado em ações. E jamais eu iria me comparar com ela. Ela é sub, ela é esposa, a mulher com quem ele escolheu dividir a vida. 
Mas é que eu acredito muito no comportamento. E o nosso tratamento em 80-90 % era voltado pro sexo, BDSM e coisas do tipo. Não leve a mal, ele é o melhor sexo que eu já tive com um homem até hoje. 

Com o tempo eu fui vendo que não temos uma foto juntos, nenhum vídeo de algum momento em que não estejamos transando, nenhuma recordação para guardar que não seja neutra. 
Que não viajamos ou viajaremos para algum lugar que queiramos relaxar juntos. Ou nenhum "programa" mais relax, nenhum cinema.
Que eu não posso ir com ele a lugar nenhum. 
Que não posso mostrar a nenhum amigo quem ele é, mesmo que não dê muitos detalhes. 
Que nós nunca vamos ter coisas que são típicos de um casal normal.
Eu acho lindo os textos que ele faz pra ela! Em como ele fala o nome Fulana de Ciclano, o nome de uma sub que pertence  ao dono  Eu acho lindo a forma que ele olha pra ela e como tem o cuidado com ela. E como ele realmente a curte. 
Que ele parece em promover coisas "divertidas" para eles dois, tanto no aspecto sexual como no geral.
Em como ele tem cuidado em como ela recebe as informações. 
Ele me disse muitas vezes que nunca alguém tinha feito ele sentir a vontade de casar, de ter algo com esse tipo de vínculo. 
Para um cara, que desde que o conheci, me dizia que achava cerimônia de encoleiramento algo fútil, rótulos não eram importantes, nem de dono e sub, namorado e namorada e etc, que coleira virtual era besteira ou coisas do tipo, aí mesmo que eu tive certeza que não era para me comparar. 

Mas eu vi ele fazendo essas mesmas coisas com ela. 

E não, eu nunca tive nada disso como eu disse. Nem quando eu finalmente declarei que amava foi romântico, porque a gente tava trepando e por mim mesma eu não teria dito. rsrsrsrsrsrsrs

Eu não queria sentir desejo de ter algumas dessas coisas com ele, mas eu sinto e sinto forte. Eu lutei contra mim mesma muito tempo.

Eu me admirei tanto por quem ele era, pelo dele jeito de ser, de agir. Eu vi retidão, vi bondade, vi uma safadeza gostosa rs, vi gentileza, vi um homem que tinha uma forma exótica de ver algumas coisas. Vi coerência, vi inteligência, vi uma risada gostosa, vi sua capacidade de trabalhar, vi seus gostos. Vi tantas coisas que parecia que eu já sabia que era pra eu o encontrar, parecia um reconhecimento.
E eu soube que era mais do que paixão, que era amor.

Porque amor é algo mais forte. Mais maduro. Mais limpo.

Eu queria dividir minha vida com ele, o meu bem e meu amor. Eu queria coisas bobas com ele. Eu queria poder estar ao lado dele nos momentos difíceis, embora torço para que eles não aconteçam com ele. 

Eu queria significar pra ele o que ele significa para mim. Mas eu quero não sentir desejo por essas coisas. Porque dói! 
Eu me vi capaz de abrir mão de muitas coisas por causa de alguém. Eu consegui me ver  tornando uma mulher madura provavelmente servindo e sendo deliciosamente um brinquedo do "ele" muito mais velho, talvez de cabelos brancos, talvez nem mais conseguindo ter uma "ereção" rs. E ainda ter certeza e estar satisfeita em escolher isso. Ainda que em alguns momentos, num motel qualquer da vida. 

Eu fico feliz, de todo meu coração, que ele é amado e valorizado com reciprocidade! Quero que ele continue sendo feliz, e ela também! Porque ela também é muito especial, muito fácil de amar. E acho que realmente eles dois eram pra ser. É uma família linda! E espero que as forças do universo estejam sempre a favor de vocês! 
Porque eu acredito e quero de verdade que seja feliz, independente de quem esteja ao seu lado.
Algumas pessoas passam por nossas vidas, mas talvez não sejam pra ficar. Pelo menos não da forma como esperamos que seja.
Eu acho que é isso, desde que ele esteja pleno! Eu não vou me lamentar por coisas... 

Porque eu também acredito que pode haver alguém que seja para mim, o que eles são um pro outro. Todos merecemos ser felizes.

Não me arrependo de nada! Eu paguei o preço que achava que valia a pena e por mim valeu mesmo! Vai ser o meu romance secreto, que eu vou levar pra sempre comigo. 

Eu não sei em quanto tempo mais teremos contato. Espero que muito ainda. Mas eu sei que aprendi coisas maravilhosas com um homem maravilhoso, verdadeiro, lindo, gostoso e cheiroso, que tinha lá seus defeitos, mas que nada superava a parte boa. Que me mostrou que eu mereço ser feliz, e que mereço ter as coisas que eu quero ter, embora não tudo de uma vez só. 
Me mostrou como ser vadia é gostoso, e eu amo! Porque isso eu sempre fui, mas eu não tinha confiado em ninguém para ser quem eu sou. Que viver o BDSM é ser pleno.
Eu nunca vou me contentar com menos do que tivemos. 

Eu o amo, vou amar sempre. Sempre estará em meu coração de alguma forma!

Quero que você seja feliz! Hei de ser feliz também! 


segunda-feira, 25 de junho de 2018

Casos extras conjugais no BDSM: certo ou errado?

Com o passar do tempo, você começa a ver que não diferente de um grupo social, como o LGBT por exemplo, uma parte significativa dos praticantes de BDSM está sempre dando opiniões sobre os coleguinhas e o que andam fazendo. Às vezes não é por mal, eu sei. Mas bom senso é uma preciosidade de se ver.
E poligamia, seja ela em qualquer configuração, é um tema amado por uns, odiado por outros. Bom para uns, terrível para outros.
Aquele assunto de "os Tops podem ter mais de uma sub porém uma sub serve somente a um dono de cada vez" dá é barraco. Eu mesma concordo com a informação, mas com ressalvas que não quero discursar agora.
Sou fã de quem fala sobre o que vive, pois acredito que experienciar algo, lhe dá sim certa propriedade para dizer o que aquilo pode causar. Não como verdade para outro, mas como parâmetro. Afinal, não acredito em verdades absolutas. E posso falar sobre multiplas relações.
Não sou contra pessoas casadas com baunilhas serem tops ou bottoms, desde que todos os envolvidos (e não envolvidos, ou seja, os baunilhas) saibam e tornem a coisa toda consensual. Caso uma das partes, não estiver de acordo, é uma questão de caráter não sustentar relações à base de mentiras. Mas não minta... Mentiras não são uma boa forma de paliativo. Eu me lembro do dia em que eu descobri que uma pessoa que amei muito, mantinha um casamento, e eu era a amante. Me senti degradada e traída.
Para tudo há um jeito! E assim se faz um acordo conforme a disponibilidade de todos.
Eu já me relacionei com pessoas casadas, baunilha e BDSM.
Eu nunca vou dizer nunca, mas particularmente, eu não quero negociar futuramente com um(a) TOP que tenha um relacionamento baunilha e/ou BDSM. Ok, vou dizer no futuro:


Dispenso pessoas com relacionamentos  de qualquer configuração estabelecidos Não insistam! 


Pessoas que ja são comprometidas na maioria das vezes lhe proporcionam experiências maravilhosas e valorosas, e se forem veteranos no que fazem, tem muito a ensinar. Mas é difícil pensar que posso servir alguém que está de diversas formas limitado ao que eu gostaria de oferecer também.
O fator entrega é algo tão simples mas profundo e vejo que muitas pessoas não o entendem. Uma entrega na D/s é puro envolvimento. É conhecer e deixar se descobrir pelo outro.
E conforme aconteceu comigo, que queria experiência sem compromisso, estava muito encantada em "descobrir o BDSM" e na base do quero ver no que vai dar, acabei envolvida. Envolvida de uma forma que é até difícil de verbalizar. Quando vi, queria pertencer e portar a coleira dele, quando vi me apaixonei, me entreguei e amei. Amei o homem, o dominador, com defeitos e qualidades. Eu lembro que quando eu descobri o quão entregue eu estava, eu chorei, e lembro que chorei de novo quando confessei  que por mais que eu quisesse,  além disso também estava amando ele.
Uns vão achar que é submissão, outros vão achar que é burrice e o que eu acho é que eu tô pouco me fodendo pra opinião alheia. Mas continuando, mesmo longe da vida pessoal dele, eu buscava saber se poderia fazer algo, ainda que fosse insignificante, que pudesse ser benefício pra ele, eu evitei certos comportamentos porque eu achava que ia incomodar, ou que poderia ser incoveniente e eu desejava MUITO ser positiva na vida dele. Havia algumas curiosidades que eu tinha, mas eu não queria ser intrometida, então guardei elas para meus devaneios. Eu queria ganhar espaço por merecer. E havia o fator de me preocupar com o que a outra submissa/esposa também poderia sentir a respeito de mim. E se a minha presença não poderia ser negativo pra ela, mesmo que não ganhasse nada dela e nem muito dele. Eu tinha e eu desejava ter muito respeito e consideração para com eles e da parte deles para mim.
Eu me colocava no lugar dos dois, tentava pelo menos. Foi um sentimento natural que acabou brotando. Para mim o importante era que fosse bom e as coisas fossem felizes, mesmo que eu não fizesse parte. É uma mistura de coisas que eu acredito que nascem quando você se entrega ao seu relacionamento e ao seu companheiro.
E não sou desinteressada, mas acho lindo atitudes espontâneas e quando você fala mais sem ter que perguntar detalhe por detalhe, isso pra mim é compartilhar de si, é compartilhar sua vida, é compartilhar.
Pra mim, ser submissa não é só estar numa posição de vantagem, é ter prazer na vontades de outro.
Houveram diversos momentos conflituosos pessoais e senti em diversas vezes que a D/s era muito mais existente na minha cabeça do que de fato na vivência, e hoje ainda eu me pergunto se estava certa ou não.
Acho que chega um momento que você já não se importa se é sub, amante, amante sub, sub amante.



É complexo explicar por que existem detalhes e da forma rasa que contei, vocês vão ficar com a visão de que sou simplesmente uma moça de 21 anos que caiu num conto de alguém mais inteligente que ela, e virou o lanchinho/amante...
Em nenhum momento ele mentiu ou omitiu esses fatos que fazem a diferença e nunca me proibiu ou se negou a perguntas, pelo contrário... Sempre as estimulou.
Mas eu sou do tipo de pessoa que ama conversar, ama estar perto, que quer cuidar, quer dar colo, que quer poder fazer um bolo no dia do aniversário, ou fazer o prato favorito de quem eu ame, e desejo que essa pessoa tenha vontades comigo também.
Que curte sentir minha falta, mas que goste mais de quando está comigo!
Eu quero me entregar, na mesma medida que quero que me dominem. Eu sou fã de equilíbrio.
E esse é um dos pontos mais críticos de quem se relaciona com alguém "ocupado demais" ou que já tem uma vida da qual você não pode fazer parte...
É possível, deu certo para mim por um tempo. Mas não é a vida que eu quero ter.
Pois eu não consigo ver uma equilibrio justo. Quando eu senti que eu começava a pensar em mudar a minha vida em prol da minha submissão pra me adaptar à minha relação, eu comecei rever e não me deixar ir por certos impulsos. O de viver a vida, ou namorar e ou até mesmo casar com alguém que é BDSMer e ter novas experiências e ter um poliamor em uma única relação, já estava pensando em abrir mão.
Não me importo de haver outras pessoas, sabe. Futuramente quero ter uma união estável com um homem e uma mulher, que sejam BDSMers. Não quero gritar pro mundo que eu tô fodendo com 2 pessoas ao mesmo tempo, só não quero me sentir a parte.
Eu vejo a relação BDSM como outra qualquer, talvez seja meu defeito.
Sei que acordos são feitos justamente para não haja frustrações de nenhuma das partes, e por isso que acredito que dê certo.
E quem quer, faz a coisa acontecer de forma segura, sincera e envolvente.
A minha experiência é pessoal e ela não deve ser verdade absoluta como já disse anteriormente... Eu escrevi sobre dominador x submissa, mas isso se aplica independente da posição e do sexo dos envolvidos.
Dá certo para algumas pessoas que eu conheço... Basta ter disposição.
Cada um vive da forma que lhe faz feliz. E eu desejo de verdade, que sejam felizes e plenos nas suas relações. Pois é muito bom!
E um dia eu gostaria de ter!

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Minha visão sobre o laço entre Dominador e submissa: A Coleira

Na verdade tanto faz o gênero de quem se relaciona, enfim...
Eu me sinto uma eterna aprendiz da vida, e eu acho que nunca vou ter a totalidade de tudo que eu quero (não me refiro as coisas materiais). Sou uma intensa interna, e eu queimo por dentro.
Venho pensado algum tempo sobre algo, tenho certeza sobre o que eu vou falar.
Nenhum Top que tem dignidade e conhecimento deveria encoleirar uma bottom tão rápido e nenhum bottom que se preze deveria implorar uma coleira.



Não quero ofender ninguém com meus pensamentos e convicções, só refletir.
Comparam tanto a coleira com a aliança de casamento mas banalizaram uma das poucas coisas em que eu enxergava um simbolismo coerente e bonito, digno de um relacionamento BDSM.
Em quase dois anos, colecionei fatos conhecidos de pessoas que eu tive contato que mostraram a fragilidade do seu relacionamento. Talvez pela pressa de fazer as coisas acontecerem, talvez pela ambição de ter um título, talvez pelo desejo incontrolável e impaciente de ter alguém sem conhecer como se deve, ou até mesmo provavelmente pela ignorância.
Já perceberam como crescem o número de pessoas decepcionadas com o BDSM? Que o discurso de "o meio só tem putaria" e o "vou dar um tempo pois estou decepcionado" cresceu? Ao mesmo passo que também levantam uma bandeira da liturgia e do BDSM não romântico? (Discursos para pescas, minha opinião)
Trocam ou tiram coleiras como trocam de roupa. Veja bem, não estou criticando pessoas que estão conhecendo outras pessoas, não acho que sair com o dom que  você está conversando e conhecer outro, quando não tem compromisso estabelecido e isso fica claro a todas as partes, faça isso de alguém imoral. A D/s para mim é um relacionamento como qualquer outro, o diferencial é a interação.
Você casaria com alguém que mal conhece? Aceitaria se casar com alguém que conhece por exemplo há 3 meses?
Sei que algumas pessoas já fizeram isso, como uma prima que tenho, mas o casamento também já acabou. E sinceramente, se as pessoas levassem em conta realmente o significado da palavra compromisso, iam pensar duas vezes antes de fazer algo do tipo, ainda mais, muito mais cautelosos quanto a referente Dominação e submissão, e Sadismo e masoquismo... Relações onde não devem haver espaços para mentiras e que são pautadas em confiança mútua.
Um título de encoleirada ou de dono não faz o seu relacionamento consolidado, lindo engano. O que vai fazer isso é como cada um vai ser com o outro, de como os dois vão construir esse relacionamento com comprometimento, confiança e envolvimento. Aí sim, uma coleira, tão sonhada coleira social, vai ser uma forma de simbolizar o que já existe.
Eu sou uma eterna apaixonada por significados, por mais "desprezível" que algo possa parecer em seu preço. E eu não quero deixar de ver as coisas assim. Às vezes devaneio que a decepção das pessoas seriam menores se enxergassem um piquititinho do que eu acredito. Mas eu não sou dona da verdade.
Quando realmente entende-se o significado das coisas, mais convicção, mais as coisas fazem sentido. Você acaba entendendo que por mais lindo ou sério que uma coleira ou um ritual de encoleiramento pareça, se isso não significa muita coisa ou nada para seu parceiro... Você só está se prendendo a uma convenção. E todas as forças do universo me livrem de acontecer como aconteceu com umas colegas... teve ritual que parecia um casamento  com direito a vestidinho  branco e dias depois terminou a D/s. #DeusMeDefenderay
Enfim, se você não tem coleira ou ainda não colocou a coleira em alguém, calma! As coisas que mais duram, levam um tempo a serem construídas. E isso não faz ninguém mais dom ou mais sub que ninguém. E se a relação não chegar a essa etapa, não fique mal, isso não significa que deu errado... significa com certeza algo significativo para seu crescimento.
Hoje, eu Pandora posso dizer (e não é um desafio a ninguém), que no momento que porto a coleira social, pode ter certeza que eu não faço por qualquer motivo fútil, mas que o dono daquela coleira desperta o mais verdadeiro desejo de servi-lo em mim, seja lá como for, e que fiz a escolha consciente dos prós e principalmente dos contras. Afinal, eu não gosto nadinha dessa submissão 100% "acomodada".
Sejam felizes!

Pandora do Rio