quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Irmãs de Coleira e Pré Conceitos

Esse é um tema que dá dor de cabeça, tanto por parte dos Tops ou Bottons.
Por que estou falando sobre esse assunto justamente agora? É um assunto qual eu tenho certo cuidado para falar, mas já obtinha uma opinião formada.
Entro no facebook, e vejo uma postagem feita por um dominador 'popular' em um grupo com temática BDSM. Segue a postagem:





Eu amo piadas e não sou uma pessoa rígida. 
Mas são "brincadeirinhas" como essa que eu vejo como certos preconceitos e a falta de respeito para com o outro são propagados no meio. A primeira coisa que pensei foi :
-Porra, será que ele, como um cara que tem 'fama' no meio, não está vendo a cagada que ele acabou de postar e o peso da responsabilidade dele com isso? 
Meu dedos não ficaram quietos e respondi lá. 
O pior foi ver os comentários.
Vejo vários debates sobre irmãs/irmãos de coleira e toda a problemática que envolve. Submissas que definem irmãs de coleira (vou dizer irmãs pois é o tema mais procurado, mas engloba todos) como um limite rígido. Sério? Tem alguma coisa errada aí. Tenho a sensação que isso não deveria ser considerado nem um limite. 
Nesse caso específico, não querendo rotular, mas supondo, um dominador que estimula a rivalidade. Podem ser inúmeros motivos, mas o pior deles e mais óbvio, ego frágil e narcisismo. Se sentir importante ao extremo, se sentir irrestível e disputado. Seja lá qual for o motivo é claro que ele não está apto para ter subs. Ou melhor, provavelmente nem seja verdadeiramente Dominador. 
O Dominador pode ter quantas subs ele quiser, mas ter o bom senso de comprometimento com a posse dele, responsabilidade, qualidade da relação. Mas isso pode ser relativo também, talvez não seja uma relação "profunda", e desde que esteja claro para os envolvidos, ÓTIMO!
Já em outro motivo comum e problemático por parte das subs é a possessividade e a pior de todas, insegurança.
Não sei se essa possessividade é uma espécie de egoísmo, ciúmes ou se é por algum outro motivo. Mas tem submissa que só de ouvir a palavra dá um show. Engraçado (ou não) é que tem dominador que se diverte com isso. Será que eu sou uma das poucas pessoas que não vê nada engraçado? 
Ao meu ponto de vista, não somos monagâmicos. Olha para a evolução da sociedade e vocês vão entender o que eu estou falando. Se você ler a biblía, vai ver que os homens possuiam muitas mulheres. Note os reis, que além de suas esposas, ainda possuiam concubinas.  A classe submissa tem que entender as diferenças, o que é do poder do Top e do seu domínio, e que é algo da construção do BDSM. E que o seu Top vai te dar o que ele quiser, independente de se ter uma ou mais subs. 
Outro motivo é a insegurança. Será que ela vai tomar meu lugar? Será que ela é melhor do que eu? Será que ele vai deixar de me amar e amar a outra? Será que ele vai me largar? Será que a outra é isso? É aquilo? Será que ele não está satisfeito comigo?
E lá se vai uma infinitude de idéias inseguras, e é um xororô, e é um monte de coisa.
A insegurança pode ser da própria pessoa ou com algo que talvez não foi feito de maneira certa. Pior é saber que tem mulher que 'sai' do papel de submissa e começa a querer fazer joguinhos de chantagem para prejudicar o outro ou outra. 

Quando surge uma nova submissa para o Dono, é para o prazer dele, é porque ele pode e quer exercer seu poder.
Se ele é responsável para com suas posses, ele pode ter quem quiser. Ninguém é melhor do que ninguém. Significa que somos diferentes. Significa que cada um tem uma "utilidade" diferente. Um rubi não é igual a um diamante, ou uma jade, mas não deixam de ser jóias. As expectativas são diferentes para cada relação. E aí é onde a submissa (que está chegando) vai ter que se atentar. Vai dar conta de se submeter ao seu Senhor? Você deve ser fonte de prazer e não de dor. Como em qualquer relação, vai querer correr os riscos?
Se o Dono julgar que vocês devem ter contato, é para se respeitarem e se amarem. Reconhecer o papel de importância que cada uma tem.  
E se julgar que não devem ter contato, devem ter respeito ainda assim. 
E não se fechar. Você pode estar perdendo a oportunidade de aprender e ganhar uma pessoa muito especial. 



Eu gostaria de falar mais. Acredito que daqui já dá para se ter uma idéia de como vejo as coisas. 
Em geral as pessoas tem medo de perder, seja o parceiro ou o controle da situação, confundem tudo e fazem uma bagunça total. Já ouvi cada história! E eu só tenho 6 meses de prática. Enfim, vamos parar de pré conceitos e nos dar a oportunidade de vivenciar o novo, pessoas de mi corazon. E se não der certo? Faça desse limão uma limonada. 

Besitos para todos

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Contato

Este resumo não está disponível. Clique aqui para ver a postagem.

Cinquenta Tons Mais Escuros

Então, alguns dias atrás uma amiga minha já estava me intimando para ver Fifty Shades Darker (Cinquenta Tons Mais Escuros). E não adiantou falar que não vou pagar o ingresso, ela disse que vai comprar antecipado para estréia. 
E até que vou de boa vontade... é engraçado demais ver a animação e o burburinho, toda a reação das baunilhas. 
Faz tempo que li os 3 livros, graças a essa mesma amiga que comprou os livros e me emprestou, amiga literótica (literatura erótica *nós amamos*), e me lembro de poucos aspectos do livro. 
A Anastácia faz muito cu doce e e tem outros aspectos que risca ela da lista de submissa. Dramatiza demais. E o Grey é um cara totalmente perdido. Nem ele e nem ela entednem o conceito de ser um BDSMer. E menos ainda o filme. No filme não é transmitido um entendimento, nem superficial, do que é bdsm ou só sm. O cara só diz que gosta de bater e controlar. 
Mas eu gosto do "Quarto Vermelho da Dor" 😂
E aquela cama maravilhosa de docel que eu sou doida para ter uma. 
Enfim, é um drama romântico meio cú doce que na prática mesmo não tem muita coisa a ver com BDSM. 
Mas não é para odiar o filme ok? 
Parece filme de adolescente em puberdade que não pode ver pornô em casa e está querendo descobrir coisinhas diferentes... e tem umas tretinhas de ex que é maneirinha. 
Deixo para vocês o trailer: 


quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Borning Pandora


Em breve irei escrever sobre relações Bdsm vs Baunilha, algo que tenho vivido e que tem me dado nova visão sobre os dois aspectos. E pensando sobre isso, refleti o como eu mudei do momento em que decidi me dar para alguém e das coisas que eu queria, até hoje. E o quanto acho que mudarei.
É engraçado, pois na prática vou fazer 6 meses, e ainda sou um "bebê", uma novata nessa sociedade BDSMer. E enxergo algumas bobagens, infantilidades no meu comportamento no início.

Eu, novata, queria cair nas mãos de um dominador sádico, de preferência uma relação RACK. 
Já pensou? Eu, 21 anos, só apanhei de cinto de couro e a marca mais forte foi por apanhar de mão. Loka loka. Eu pensava assim pois queria testar meus limites. Queria ver até que ponto meu corpo aceitaria a dor e até onde sentiria prazer com ela. Hoje em dia, não quero mais sair do SSC, por inúmeras questões embora simpatize com poucas práticas de nível mais hard.

Eu não necessariamente estava buscando ser encoleirada. 
Para ser sincera, por ser novata eu queria sessões para saber como me portar, para me testar, para sentir na pele, para me ver como submissa e masoquista. E para observar o outro lado também. Experiências novas. Maaaaaas... rsrs tem um porém. De forma resumida, fiquei completamente envolvida por meu Dono, ele conseguiu despertar a Pandora e mexe com ela de uma forma que não sei como dizer. E agora eu sou dele.

Eu sempre fui bissexual. 
Nada de heteroflexível ou curto meninas. Eu tenho tesão/amo/relações com homens e mulheres. Não é uma coisa que fico gritando aos quatro cantos da terra. E por um tempo não assumia. O Dono meio que ajudou a colocar isso mais leve para mim. E eu estou muito mais satisfeita agora. 

De casta a putinha. 
Nunca fui santa. Sempre gostei de um bom sexo. Mas nunca era o suficiente. E acabei ficando sem sexo durante algum tempo por nunca conseguir me satisfazer. Acho que acabei me retraindo. Hoje em dia, infelizmente não tenho um periodicidade de sessões, o que me deixa muito em falta. E acho que isso piora a minha libido. Ou seja, tenho sexo baunilha varias vezes por semana e ainda parece que falta algo. Porém está menos pior. Isso é algum quesito que não conseguir achar uma resposta concreta. 
Fico com a Gata e a sensação é diferente, me sinto satisfeita. Acredito que é por ela ser mulher e já saber como as coisas funcionam numa relação lésbica.

Sentimentalismo 0. 
Preciso detalhar? Não me achem fria. Um relacionamento dá trabalho. E faz muitos anos que eu não me apaixono (não é sobre encantamento, é aquela paixão tão grande que dói), não ia ser logo agora, no início de tudo, que eu gostaria. E eu sou do tipo que quando fica apaixonada (de verdade) fico de quatro, de oito, de cem pela pessoa. Só que eu vejo tanta beleza numa relação D/s, vejo tudo o que ela dá, que eu não consegui me fechar. Se eu for sincera o que me tocou de primeiro foi ver um pouquinho da sintonia do Dono com a Alpha, comecei a olhar outros casais e vi depois uma amiga com o dominador dela, e outr*s que tive contato também, inclusive de um Dominador com o submisso dele também, tem tantos casos reais. Continuo gostando de umas putarias, porém eu consigo ver que é bom alguém para isso com você. A cumplicidade com alguém. Eu quero que um dia aconteça comigo, que alguém me conceda a liberdade de sentir isso, sem ter que escolher bau ou bdsm. É o tal do Let it be. Me controlo porque eu entendo todas as normas. Ah, complicado.

Desprendimento. 
Não me prendo a ninguém porque não sou fixa de ninguém, com excessão da Gata. Depois que minha amizade colorida terminou e fiquei sem P.A. sempre fico com um e com outro, de preferência com alguém que nunca irei ver na vida novamente. Não dou telefone, não quero remember's. Claro que surge umas excessões. Uma excessão, na verdade rsrsrs Talvez seja meu novo P.A.
Olhando assim até parece que qualquer um pode me comer kkkkk, que terror. Não! 
Eu criei algumas normas de trepadas alheias e eu sempre seleciono. Fora que, não dá para fazer tudo com qualquer um. 

O que é uma D/s na prática. 
Existem vários níveis de profundidade numa relação D/s. Existe comportamento, existem limites, existe todo um protocolo, existe uma finalidade. Talvez, nem sempre isso seja verbalizado. Mas acaba-se entendendo tudo isso, sem muitas palavras. No início pode ser um pouco difícil de assimilar algumas coisas, ainda mais no meu caso que sou novata. O melhor aliado é o tempo e a atenção. Eu poderia ser prolixa e dissecar mais. Mas vou deixar a coisa solta no ar e colocar vocês para pensarem um pouco. 

Segundas intenções.
A quantidade de assédio é FODA. No pior sentido da palavra. Eu me sinto bem sendo desejada e admirada, mas quando a coisa parte para o assédio, a pessoa leva logo um block. A saraivada de fotos, textos e propostas que as pessoas me enviam é grande. E não, isso não me deixa nem um pouco contente. Mas pior do que uma pessoa que já chega mostrando o que ela quer, é aquele que disfarça mas tá ali só esperando para dar o bote. Engana-se quem pensa que são só Tops. Como em qualquer lugar, nem todos são pessoas confiáveis. Chateante.

Prática.
Melhor do que ler um monte de coisa, e às vezes perder o seu tempo lendo abobrinhas, é ver o real e conversar com "real". Se você for uma pessoa observadora, assim como tento ser, você consegue extrair de outras pessoas ótimas lições de vida. E assim funciona no BDSM, afinal somos pessoas normais, BDSM é normal e somos eternos aprendizes da vida. 

Submissa Empoderada.
Eu me achei, parece que deu um boom. Há um sentido em tudo. A cada dia eu me sinto mais. Eu sei o que eu sou, começo a ter novas perspectivas e estou mais feliz sim. O nome que escolhi para mim, Pandora, é o tudo o que sou. Abracei todos os aspectos da minha personalidade e sexualidade. Me sinto mulher, fêmea e forte. Eu me beijei. 

Acho que consegui escrever algumas das coisas, desde meu "nascimento" até agora. São tantas coisas a descobrir, respostas a se mostrarem. Eu estou vivendo e existindo. Minha intenção é de mostrar que demanda certa coragem e energia para se descobrir, para descobrir. Para se libertar e se prender. Se surpreenda com coisas que pode te dar o novo. E eu quero muito mais. 


terça-feira, 11 de outubro de 2016

Relato de um evento sub-space

Definição de sub-space:

É um estado psicológico alterado que é alcançado por um bottom durante uma cena. A grande maioria das pessoas associa o BDSM ao seu aspecto físico e acaba esquecendo dos aspectos psicológicos, que devem ser considerados durante toda cena.

Sub-space é muito parecido com um transe hipnótico, onde a pessoa consegue mentalmente se separar do ambiente enquanto processa a experiência. Geralmente acontece quando o bottom se aprofunda e foca mais nas sensações físicas da brincadeira, o mundo pode desaparecer restando apenas o bottom, o Top e o que está acontecendo.

A sensação dupla de prazer e dor gera uma resposta do sistema nervoso simpático, que causa a liberação de epinefrina das glândulas suprarrenais  e uma descarga de endorfinas e encefalinas. Essa mistura de químicos tem um efeito parecido de drogas como a morfina, gerando um tipo de anestésico natural aumentando a tolerância de dor do bottom induzindo um estado de euforia e algo relatado como experiência “fora do corpo”.

Esse estado mental pode durar horas ou dias, alguns ficam com aquele brilho durante semanas.

Embora pareça muito atraente o Sub-space cria um estado mental que impede o pensamento racional e afeta a capacidade de tomar decisões, é um estado que precisa ser monitorado constantemente tanto física como mentalmente para garantir a segurança do bottom envolvido. Então por mais que pareça atrativo o Top tem que se manter alerta e saber quando diminuir o ritmo e parar a cena. Muitos bottoms, quando em profundo estado de Sub-space perdem a noção dos limites próprios e acabam colocando a própria segurança em risco, pedindo por mais e insistindo na continuidade da cena, nas mãos de um Top inexperiente ou sem entendimento dos perigos do Sub-Space pode ser algo extremamente perigoso para o bottom.

Trecho extraído do blog Cantinho da Eve:
https://www.cantinhodaeve.wordpress.com/2013/05/02/sub-space-sub-drop-e-sub-burnout/





Acho legal relatar um evento sub-space que já aconteceu comigo. Na verdade, eu conhecia o termo porém nunca atentei para o significado que ele tem. O Dono comentou comigo sobre, e aí tive aquele estalo que já tinha acontecido comigo. Conversando com outr*s subs, vi que isso é muito comum. Mas vamos aos fatos:

Em uma certa sessão, o Dono estava mais sádico e eu estava mais masoquista. Eu tenho ciclos de receptividade à dor. É como se fosse um tesão da dor. Nem sempre quero, mas em geral eu preciso e necessito de dor. 
Nessa sessão em especial, o Dono deu uma pegada mais forte. Lembro dos impactos e de fazer aquele "ai", mas estava diferente das outras vezes que recebia o spanking. O "ai" nem era tanto pela dor em si. E o Dono é um homem controlado, está atento aos meus limites. Quando a cena terminou, lembro que ele me perguntou se eu estava sentindo dor, e eu realmente não estava. Lembro da vontade de querer pedir mais, porém sempre me controlo quando estou em sessão. Então fiquei quietinha aproveitando as sensações. Quando tudo terminou e vi o estado da minha bunda no espelho, confesso que levei um sustinho de leve, nunca havia ficado daquele jeito. E depois veio aquela sensação alegre. 
Quando enfim cheguei em casa, estava me sentindo languida, gostosamente leve, minha vontade era me esfregar só nos meus lençóis de plush e fica fazendo "hummmmm". Parecia que eu tinha usado algum narcótico, ou que estava bebada, comido cogumelo mágico, sei lá. Nunca usei nenhuma droga.
Para levantar e ir trabalhar foi realmente difícil pois aquela sensação forte, embora tivesse diminuído um pouco, ainda estava lá. Fiquei uns 2-3 dias nesse estado alterado. 
E ficar assim e ter que disfarçar das pessoas é complicado. Em geral elas achavam que eu estava meio grogue. E já consigo identificar que fico mais assim com sessões mais sadomasoquistas. Já faz algum tempinho que não tive sub-space. E eles foram poucos.
Eu sei que todos os excessos são ruins e todo vício faz mal. 
No meu ponto de vista, se pudesse ser dosado, não faria mal, porém na dúvida melhor não arriscar. E pelo que conversei com uma sub amiga, isso pode até acontecer com o Dominador de forma diferente, claro, mas é um passo arriscado para sair do SSC. Então temos que estar atentos e sintonizados rs. 
Enjoy galerinha porque de perto ninguém é "normal".

Beijos da Pando 

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Guittar fellings

Eu me considero uma pessoal bem musical, já disse que sou bem eclética!
E se tem algum instrumento que eu gosto é a guitarra.
Tem gente que toca tão bem que eu me sinto desfazer, quase um orgasmo sonoro, vontade de transar rsrsrs pervertida !
Aqui vai alguns que ouvi ontem. Não são solos, mas a guitarra canta e eu adoro isso !


Essa do Kings of Leon me deixa louca ! Amo rock com essa pegada! E adoro essa letra.



Amo a Rihanna nessa música. Dá vontade de me esfregar com ela!

The beeeeeeeeeeeest of you! Essa é clássica !

Último e e não menos importante. Sou fã deles. Jared Letto é meu marido nas horas vagas. Mas prefiro ele com os cabelos longos. Ai minha nossa senhora dos homens bonitos. Pra quem eu rezo por um homem desse... Foca na música rs