terça-feira, 11 de junho de 2019

A história da tatuagem

A história da tatuagem

Mexer aqui, pra mim, é um tanto delicado. Eu guardo algumas anotações e lembranças e sensações muito fortes. É difícil pra mim não me emocionar. Quase exclui esse endereço mas quero tentar mais uma vez buscar prazer em algo que costumava gostar: escrever.
Então vou contar a história da tatuagem.
Uma das práticas que gostaria de ter feito, se O Dono quisesse (não qualquer um, ele), era branding. Já tinha dito que ele poderia fazer as quisesss. Mas ele não era essencialmente sádico então não era algo que ele estava almejando. 
Eu curtia muito a idéia de levar a marca de alguém, igual gado, que fosse importante o suficiente para isso. Está ligado ao fato de ser marcada como propriedade,e amo marcas bem feitas de um modo geral. 
Seguindo essa vibe, surgiu a idéia da tatuagem. Eu já queria fazer uma tattoo que representasse o BDSM. E me decidi por tatuar meu nick que é algo que tinha certeza que não me arrependeria. Mas em homenagem a ele, queria que fosse a letra dele, afinal foi ele que me ajudou a me descobrir.
Então pedi várias vezes pra ele escrever o meu nick com a letra dele, mas em nenhuma das vezes deu certo!
A letra dele é horrível e não deu certo a surpresa kkkkkkkk
Escolhi uma letra assimétrica que tivesse certa beleza fazendo alusão a letra dele que é torta. Então surgiu ela... 


Confesso que me apaixonei a primeira vista e tinha certeza que independente do futuro, essa marca eu nunca iria me arrepender. Simboliza tudo de bom que aconteceu em todo esse tempo de descoberta da Pandora. E espero que ele não se esqueça que tudo tem a ver com ele! E sou muito feliz por tudo vivido.

quarta-feira, 27 de março de 2019

Um até mais, talvez.

Eu vi minha amiga passar por um término.
Vi o esforço que ela fazia pra superar o término da D/s que ela identificou que não estava mais fazendo bem a ela, de modos que eu não entendia.
Depois vi ela pouco tempo depois entrando em uma nova D/s, que foi tudo muito rápido. Aparentemente.
Pouco tempo depois vi de novo ela se declarar pro primeiro dono e dizendo que sempre seria dele, mesmo que já não portase a coleira.
E depois ela sumiu.

Às vezes é complicado administrar os próprios sentimentos nesses relacionamentos. Abrir mão do controle de certas coisas é um exercício. E sentir que a relação é recíproca é mais complicado ainda.
É um tanto complexo saber o como você tem poder sobre o outro sentimentalmente.
Tenho me perguntado se esse é o motivo de drops e burnouts.
É meio como se tudo o que você acredita que foi real, ou até que seja, aconteceu só para você e ou que você entendeu muita coisa ou quase tudo errado sobre seu relacionamento.

Receita para dar merda.

Fica aquela nostalgia, o início do relacionamento, muito gostoso... porque acabou mesmo? Foi por causa da irmã de coleira? Ou será que é por causa dos quilos a mais? Será que ficou entediante e previsível? Porque acabou o tesão? Porque fiquei obsoleta?
Se ainda existe tanto mais tanto desejo em mim? (E uma das grandes perguntas que todas que passam por isso fazem)

Bom, cada um lida com sua própria forma de tentar superar ou de seguir em frente.
Outros dão um tempo, outros tentam novas relações.

O BDSM é muito bom para quem sabe usar, mas é dor latejante para alguns.
Independente de tudo, a coisa toda esta em seguir em frente.
Manter a fé e seguir em frente.
Ter coragem e ser gentil! É difícil quando você se decepciona. Mas vale a pena!

Enfim não sei porque escrevi isso, a intenção era explicar o hiato do blog.

Eu não tenho mais vivido o BDSM, como eu gostaria. E também não tenho nada a acrescentar nesse tempo em que estou. Infelizmente nem tudo são rosas.
Mas aqui deixo as boas lembranças. Então deixo aqui o meu até mais, talvez...
Boa sorte a todos!

terça-feira, 29 de janeiro de 2019

Use-me (Eros)

E mais uma vez eu desfruto dessa languidez gostosa que habita meu corpo. Enquanto um sorriso paira na minha boca, enquanto eu desfruto dos lençóis de seda sob meu corpo satisfeito e dolorido, eu fecho meus olhos e lembro.

Lembro de momentos atrás e revivo eles novamente...

Toda vez que eu me preparo para ir servi-lo, a sensação do estômago revirado é companheira. Não consigo colocar nada pra dentro sem sentir esse nervosismo.
Eu tomo meu banho, passo meu hidratante, escolho uma lingerie, sempre pensando se vai agradar a ele.
Lá vem o nervosismo...
O que fazer pra agradar esse homem?
Eu respiro fundo e atravesso um longo, longo caminho até chegar ao nosso local de encontro...
Fecho os meus olhos ao chegar na porta como fiz das últimas vezes, afinal, eu novamente não irei vê-lo.
E ouço o "oi" naquela voz gostosa e tento não cair ao sentir fraquejar minhas pernas.
Eu lembro do toque da mão dele na minha.
Ele me leva direto, e percebo que não vou ter meu momento de preparo pré sessão.

Ah não... Naquele momento já sei que não vou colocar a lingerie que eu trouxe na bolsa.

Eu relembro que sem falar nada, ele me guia até o local que ele escolheu, tira toda minha roupa e me coloca de joelhos.
Sinto ele amarrar a venda em meus olhos e passar a mão suavemente por meu pescoço, o que faz arrepiar o resto do meu corpo.
Ouço o barulho da coleira sendo fechada no meu pescoço então e uma ordem ressoa pelo ambiente tranquilo:

- Abre a boca!

Eu faço já sabendo o que era pra fazer...
Começo a chupar o pau dele, e me controlo um pouco para não ir rápido demais. Adoro aquele gosto de pré gozo, aliás amo o gosto da porra dele e já fico na ansiedade de fazer ele gozar na minha boca...
Até que eu sinto a primeira varada na minha bunda... E eu soltei um "ai" engasgado com o pau na boca.
Continuo a chupar, agora com mais gosto e me sinto difícil de controlar com duas sensações atacando com força meu corpo. Ele continua me espancando com a vara e eu tento falhamente ficar quieta. Ele percebe, então puxa meu rosto e dá o primeiro tapa na minha cara. E vem um segundo, um terceiro, um quarto e um quinto. Algumas lágrimas caem mesmo assim eu não me sinto mal, muito ao contrário.
Eu sinto um prazer difícil de descrever nesse momento, enquanto estou pagando um boquete, e essa sensação da vara, que tenho quase certeza que é a de bambu, batendo no mesmo lugar me faz perder a linha de pensamentos...
Que prazer! Tento fricção entre minhas pernas buscando dar algum alívio na minha buceta...
Quando eu começo a pensar em pedir para ele me comer por favor. Ele me puxa pelo cabelo e me põe apoiada com as mãos no que eu julgo ser a cama...
Eu sinto ele se posicionar atrás de mim e ele pincela o pau na entrada da minha buceta quente dolorida pra receber as estocadas do pau dele.
Até que entrou tudo e ele começa o soca soca do pau dele na minha buceta.
Aquele vai e vem, vai mexendo com todo meu auto controle e perco o ritmo de respiração enquanto eu sinto o meu útero contrair loucamente a minha buceta apertando o pau dele em mim...
Aíiiiii eu vou gozar, eu preciso!!! 
E naquele fode fode gostoso, eu gozei.
Ele sabia que eu adorava o gosto da porra dele (e talvez por isso) e eu estava ali pra ser usada então ele se deitou e me fez chupar ele, com gosto até ele gozar e eu beber a porra dele...
E mandou eu continuar chupando ele, o que eu como uma puta obediente continuei fazendo bem alegrinha.
Em algum momento ele mandou parar e me puxou até outro cômodo e me colocou debaixo de uma mesa e falou:

- Pode continuar, vadia.

Era apertado, não dava pra balançar muito o corpo e a cabeça, o que me fez gostar mais ainda da sensação... Ali embaixo sem poder enxergar nada, meio ignorada pelo cara que eu decidi deixar me usar conforme a vontade dele enquanto eu ouvia e sabia que ele estava teclando num computador ou notebook e cantava uma música qualquer, como se fosse indiferente eu estar ali desconfortável e dolorida debaixo de uma mesa enquanto tentava
fazer um boquete descente.
Eu já havia perdido a noção de tempo e minha boca começou a doer de verdade, mas eu não ia pedir pra parar.
Consegui cumprir meu papel de puta...
Ele previamente havia posto uma toalha aonde eu estava encolhida então ele falou pra eu continuar ali mesmo. Eu tentei "deitar" dentro do limite possível.
Eu não sei quanto tempo se passou, mas eu fiquei ali encolhidinha e mesmo em meio ao desconforto, me senti confortável... Me senti na minha pele. Com aquele sorrisinho bad bitch difícil de esconder no rosto que provavelmente estava marcado pelos tapas das mãos pesadas. Curtindo a sensação de corpo dolorido e do calombo na minha bunda.
Então eu pensei no que poderia dizer ou fazer algo mais pra poder agradar esse homem...
Mas resolvi só ficar quieta enquanto ouvia os sons que ele emitia.
Depois de um tempo que parecia uma eternidade, numa quietude do ambiente, ele me guia a sair devagar, de quatro debaixo da mesa.
Me põe de pé e me dá um beijo de amolecer as pernas de novo e eu já me senti aquecer totalmente... Toda sensível ao toque dele.
Como se ele tivesse lido meus pensamentos, ele começar a me masturbar com o dedo, devagar e preciso.
Ele senta e me diz um gostoso: senta no meu pau, minha puta.
E eu sento começando a fricção do vai e vem.
Minha buceta molhando o pau dele. Os pelos dele roçando meu clitóris foram fazer aquele orgasmo crescer em mim.

- Tá querendo gozar vadia? Calminha shiuuu...

- Tá muito bom! Eu quero gozar...

- Você não aguenta ficar quieta com essa buceta né vadia?
Sente meu pau...Shuu, sente meu pau!

E eu estava sentindo. Assim que ele deixou eu gozei e logo mais ele gozou de novo, agora me enchendo de porra..
O cheiro de sexo pairou no ar e eu me senti embriagada, aquela sensação gostosa lambendo cada parte do meu corpo como um fogo que me consome.
Por uns segundos eu me esqueci de mim, de tudo, da vida e aproveitei a sensação.
Eu adorava isso tudo, eu simplesmente gostava de ser usada assim.
Eu sentia que tudo era muito certo pra mim.
Mas nem tudo que é bom dura o tempo todo e chegou a hora de ir embora. Mas eu fui, com porra escorrendo nas minhas pernas, aproveitando esse prazer lânguido pelo meu corpo até este momento, em que estou aqui deitada entre meus lençóis e gozando de novo, pensando nele.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

Filmes com temática BDSM - Fetichista

Filmes com temática BDSM

Vim trazer alguns filmes que abordam esse nosso mundinho pervertido. Claro, nem todos são voltados para o BDSM, alguns só tem um toque, ou algo que me lembre e outros tem mais.
A História de O é um clássico que todos sabem, eu adoro e só por isso não vou por na lista.

De qualquer forma, eu tenho muito bom gosto para filme hahahahaha. Garanto que vale a pena muito ver cada um deles.
Se você estiver com a mente aberta pode encontrar referências muito boas e até entender a mensagem de algumas coisas que estão "ocultas".


Abaixo deixo o trailer! Não estão em ordem de preferência!


1. KIKI- Os segredos do desejo

Esse filme é muito divertido, mostra diversas situações interessantíssimas e a temática dele é bastante voltada para fetiches e sexualidade. Está disponível no Netflix!



2. A Criada


Talvez esse seja o filme que mais me surpreendeu. Que filme inteligente com um final imprevisível. Ele é sensual e esquemático. Quando você pensa que acabou, a coisa continua a andar! Existem jogos de manipulação e submissão que me lembraram muito vivências do BDSM. Um dos meus preferidos!



3. Professor Marston e as Mulheres - Maravilhosas

Pasmem, esse filme é baseado em fatos reais. E é um "resumo" da vida de 3 pessoas que juntas descobriram o poliamor e o BDSM juntos. Todos deveriam ver esse filme para tirar o ranço de rótulos que as pessoas insistem em colocar, eu nem sei como resumir ele. Sei que mexeu muito comigo (positivamente). O Professor Marston do filme é o criador da Mulher Maravilha. Vem entender essa história!





4.  Lua de Fel

Do mesmo criador de "Vênus das Peles", Polanski traz o erotismo e sadomasoquista como elementos que dão um toque diferenciado. O filme é a cara dele! E é bem antigo também, mas vale a pena ver! A capa já é muito sugestiva. E o filme está disponível (pago) no Youtube.




5. A Secretária

É uma referência clássica no meio. E eu lembro que quando vi o trailer no canal HBO, eu vi escondido da minha mãe. E me encantei rsrs. Foi um dos primeiros filmes que me remetiam ao sadomasoquismo erótico. A personagem principal é masoquista e usa isso como um escape, até que o chefe dela descobre e "redireciona" o comportamento.



6. A Professora de Piano


Como o título já sugere, a história fala sobre uma mulher que é extremamente fechada no seu cotidiano, mas uma mulher muito fetichista e cheia de desejos. Até que um dia encontra um aluno que mexe com ela e sua cabecinha pervertida. É drama! 




7. Juiz S&M (S&M Retcher)

Trata-se de uma mulher de juiz que é masoquista. Ela no início do filme encontra-se em estado depressivo. O marido para satisfazer a mulher começa a se aprofundar BDSM (ao pedido dela) e tem que lidar com os problemas de ter seu relacionamento exposto. Vale muito a pena! Mais um filme baseado em fatos reais!




8. Um método perigoso


Com 2 atores que eu gosto muito: Michael Fassbender e Keira Knightley. O filme fala sobre dois médicos que discutem a aplicação de um tratamento psicológico numa paciente chamada Sabine, que tem tendências sadomasoquistas, até um deles começar a se envolver com ela. 





9. The Pet


The pet é um filme bem legal que mostra uma relação de dominação ao estilo petplay, e no filme eles levam isso ao outro nível! Vale a pena conferir!



10.  9 e meia semanas de amor

A Kate Basinger está maravilhosa nesse filme! No filme ela é iniciada a uma relação de D/s (bem clean no meu ponto de vista). Pegada romântica com um final meio decepcionante mas compreensível.




Espero que gostem! Beijos!




sexta-feira, 9 de novembro de 2018

É difícil, às vezes, falar de amor...





É difícil às vezes falar de amor. 


Eu queria que o primeiro amor da minha vida, ainda que "demorasse" para aparecer, pudesse ser um amor "tranquilo", compartilhado, que fosse escrito de forma bonita ou interessante rs. Acho que eu e uma penca de gente.
Acontece que a "sortuda" aqui se meteu numa que não sei mais o que fazer da minha vida. Verdade é que eu não me lembro de ter me sentido tão, mais tão profundamente sobre uma pessoa como eu fiquei por esse indivíduo.
Sabe que agora, eu consigo entender porque algumas pessoas preferem separar o BDSM de uma relação com sentimentos amorosos. Começa tão gostoso, tão quente, e se parece como um mergulho no mar, quanto mais fundo, mais denso...

E foi assim que eu descobri o amor da minha vida.

Falo isso com um nó na garganta. Porque se eu dizer que eu abracei esse amor de forma fácil e feliz, é mentira! Leve em conta que existe a realidade de uma relação BDSM, então tudo está dentro dos limites e das regras.

Quando eu resolvi iniciar algo com ele, eu levei em conta todas as características que poderiam ser vantagens para ambos, mas principalmente para mim.
Só que algumas dessas características, conforme o BDSM e ele foram ganhando relevância para mim, se tornaram complicadores na forma como eu me sentia como sub e mulher ...
Explicar detalhadamente resultariam em diversas páginas. E é rasgar a alma na internet, coisa que apesar de eu gostar de explicar tudo, não quero fazer.

Eu sei bem o que despertou meu interesse... O desejo de submissão foi igual a um fogo lambendo e consumindo o que passava pela frente. Eu sentia que com ele não precisava ser puritana, ou usar filtros. Embora eu queria de verdade manter minha postura de submissa.
Então, na minha cabeça, nada podia se sobrepor ao respeito do que eu identifiquei ser importante para ele.
E espaço eu percebi que era algo importante. Eu também nunca fui de invadir vida de ninguém.
Mas eu confesso que nas minhas tentativas, talvez singelas, eu tentei ser relevante de alguma forma. Afinal, apesar de estar me apaixonando por ele, eu queria servir. Talvez os dois juntos fosse uma bomba de disposição para tal.

Eu estou acostumada a me apaixonar constantemente, mas perder o interesse tão rápido como me apaixonei. Então quando me vi apaixonada, eu fiquei receosa de parecer inconveniente, ou de soar alguma mensagem que não era condizente com a verdade. Eu sentia tanto tesão por ele, o sexo era tão gostoso e gostava tanto... Tinha receio de perder.

A nossa história não tem nenhuma pitada de romantismo. Apesar de eu gostar de romantismo. Não me levem a mal, sei que quase todos levantam a plaquinha do BDSM sem romance e ok! Mas eu já li muitos romances de BDSM de ensopar a calcinha. Com BDSM de verdade (alô alô Nana Pauvolih, graças a deus).

Não teve paixão a primeira vista, tinha sim a vontade de ser usada, principalmente sexualmente por alguém, e a dele de me usar. E que eu adorei por ter encontrado isso com ele, o sexo pra mim era completo. Tudo que ele falava fazia, me dava tesão e eu esperava pra vê-lo e sentir todo aquele prazer de novo, de ouvir a voz dele me chamando de vadia e dizer que minha buceta era dele e encaixava perfeitamente no pau dele. 

Demorou um mês até a gente se encontrar real, e depois do nosso primeiro encontro mais um mês até o próximo. E nossos encontros era com intervalos assim, demorados.
Lembro que uma vez ele me comparou a um doce que ele gostava muito e disse nesse sentido:

-Você é o meu*doce tal*. Eu adoro, é o meu doce que eu acho mais gostoso. Mas eu não quero comer o tal doce todos os dias. Eu quero comer uma vez no mês, quero comer de vez em quando.

Quando eu ouvi eu achei exótico. Conforme ia passando aquele efeito pós sessão e sexo, não soou legal. Foi quase a mesma coisa que falar que eu sou boa, mas é fácil enjoar de mim. E para mim que às vezes lembrava que tava sendo "lanchinho", realmente... Acho que foi aí que a paixão típica que eu sentia não era igual a que eu sentia por ele... Porque eu não teria me importado de ouvir isso das pessoas com que tinha amizade colorida, sexo casual. Eu realmente não ligo... Mas com ele não desceu redondo mesmo que eu me repetisse que não era nada demais.
Me convenci que era só uma inconveniência.

Ele era tão transparente e verdadeiro, que eu acabei me envolvendo além do que só a paixão com o tempo...

Eu me lembro de algumas tentativas de aproximação que tentei, quando ele estava doente, mas ele com delicadeza rejeitou. Isso é da minha natureza, nada especial. Mas serviu como parâmetro.
Por muito tempo eu senti que nossa relação era uma espécie de amizade com alguns benefícios. Por muito tempo eu fantasiei que ele era o meu affair como o do filme "O último tango em Paris". Cada um com suas vidas, mais unidos por algo que era atração.

A minha vontade dele cresceu aos poucos, eu queria ser dele, e acabei sendo. Ganhei minha coleira. Como eu fiquei feliz. Eu senti que não era só um pedacinho de "doce" rs. E era algo muito especial para mim. Era essa nossa bolha de intimidade, que quando acabava, ficava só a lembrança, mas uma lembrança com gosto de quero mais.

Eu tive medo, porque eu sabia que eu não ia ser correspondida. Veja bem, ele nunca foi frio comigo. 
Sempre gentil e cortês e amigo! E em um momento difícil, ele me ajudou financeiramente, e como teve paciência!!!! 
Eu vi que o carinho dele por mim! Disso nunca tive dúvidas! 
Dentro do que era proposto, ele sempre me respeitou como mulher e como alguém que ele tinha interação.
Não tenho o que reclamar! 

Acontece que eu não consegui ver como ele poderia sentir algo parecido com o que eu sentia por ele. Visto o como eu observava como eram as coisas comigo. 
Em contrapartida eu vi diversas vezes o amor dele para com a esposa manifestado em ações. E jamais eu iria me comparar com ela. Ela é sub, ela é esposa, a mulher com quem ele escolheu dividir a vida. 
Mas é que eu acredito muito no comportamento. E o nosso tratamento em 80-90 % era voltado pro sexo, BDSM e coisas do tipo. Não leve a mal, ele é o melhor sexo que eu já tive com um homem até hoje. 

Com o tempo eu fui vendo que não temos uma foto juntos, nenhum vídeo de algum momento em que não estejamos transando, nenhuma recordação para guardar que não seja neutra. 
Que não viajamos ou viajaremos para algum lugar que queiramos relaxar juntos. Ou nenhum "programa" mais relax, nenhum cinema.
Que eu não posso ir com ele a lugar nenhum. 
Que não posso mostrar a nenhum amigo quem ele é, mesmo que não dê muitos detalhes. 
Que nós nunca vamos ter coisas que são típicos de um casal normal.
Eu acho lindo os textos que ele faz pra ela! Em como ele fala o nome Fulana de Ciclano, o nome de uma sub que pertence  ao dono  Eu acho lindo a forma que ele olha pra ela e como tem o cuidado com ela. E como ele realmente a curte. 
Que ele parece em promover coisas "divertidas" para eles dois, tanto no aspecto sexual como no geral.
Em como ele tem cuidado em como ela recebe as informações. 
Ele me disse muitas vezes que nunca alguém tinha feito ele sentir a vontade de casar, de ter algo com esse tipo de vínculo. 
Para um cara, que desde que o conheci, me dizia que achava cerimônia de encoleiramento algo fútil, rótulos não eram importantes, nem de dono e sub, namorado e namorada e etc, que coleira virtual era besteira ou coisas do tipo, aí mesmo que eu tive certeza que não era para me comparar. 

Mas eu vi ele fazendo essas mesmas coisas com ela. 

E não, eu nunca tive nada disso como eu disse. Nem quando eu finalmente declarei que amava foi romântico, porque a gente tava trepando e por mim mesma eu não teria dito. rsrsrsrsrsrsrs

Eu não queria sentir desejo de ter algumas dessas coisas com ele, mas eu sinto e sinto forte. Eu lutei contra mim mesma muito tempo.

Eu me admirei tanto por quem ele era, pelo dele jeito de ser, de agir. Eu vi retidão, vi bondade, vi uma safadeza gostosa rs, vi gentileza, vi um homem que tinha uma forma exótica de ver algumas coisas. Vi coerência, vi inteligência, vi uma risada gostosa, vi sua capacidade de trabalhar, vi seus gostos. Vi tantas coisas que parecia que eu já sabia que era pra eu o encontrar, parecia um reconhecimento.
E eu soube que era mais do que paixão, que era amor.

Porque amor é algo mais forte. Mais maduro. Mais limpo.

Eu queria dividir minha vida com ele, o meu bem e meu amor. Eu queria coisas bobas com ele. Eu queria poder estar ao lado dele nos momentos difíceis, embora torço para que eles não aconteçam com ele. 

Eu queria significar pra ele o que ele significa para mim. Mas eu quero não sentir desejo por essas coisas. Porque dói! 
Eu me vi capaz de abrir mão de muitas coisas por causa de alguém. Eu consegui me ver  tornando uma mulher madura provavelmente servindo e sendo deliciosamente um brinquedo do "ele" muito mais velho, talvez de cabelos brancos, talvez nem mais conseguindo ter uma "ereção" rs. E ainda ter certeza e estar satisfeita em escolher isso. Ainda que em alguns momentos, num motel qualquer da vida. 

Eu fico feliz, de todo meu coração, que ele é amado e valorizado com reciprocidade! Quero que ele continue sendo feliz, e ela também! Porque ela também é muito especial, muito fácil de amar. E acho que realmente eles dois eram pra ser. É uma família linda! E espero que as forças do universo estejam sempre a favor de vocês! 
Porque eu acredito e quero de verdade que seja feliz, independente de quem esteja ao seu lado.
Algumas pessoas passam por nossas vidas, mas talvez não sejam pra ficar. Pelo menos não da forma como esperamos que seja.
Eu acho que é isso, desde que ele esteja pleno! Eu não vou me lamentar por coisas... 

Porque eu também acredito que pode haver alguém que seja para mim, o que eles são um pro outro. Todos merecemos ser felizes.

Não me arrependo de nada! Eu paguei o preço que achava que valia a pena e por mim valeu mesmo! Vai ser o meu romance secreto, que eu vou levar pra sempre comigo. 

Eu não sei em quanto tempo mais teremos contato. Espero que muito ainda. Mas eu sei que aprendi coisas maravilhosas com um homem maravilhoso, verdadeiro, lindo, gostoso e cheiroso, que tinha lá seus defeitos, mas que nada superava a parte boa. Que me mostrou que eu mereço ser feliz, e que mereço ter as coisas que eu quero ter, embora não tudo de uma vez só. 
Me mostrou como ser vadia é gostoso, e eu amo! Porque isso eu sempre fui, mas eu não tinha confiado em ninguém para ser quem eu sou. Que viver o BDSM é ser pleno.
Eu nunca vou me contentar com menos do que tivemos. 

Eu o amo, vou amar sempre. Sempre estará em meu coração de alguma forma!

Quero que você seja feliz! Hei de ser feliz também!